Sexta-feira, 1 de Abril de 2011
INSCRIÇÕES ABERTAS 2011/2012

 

 

 

 



Publicado por HELDER MARQUES às 17:52
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Segunda-feira, 28 de Março de 2011
Correcção à História do Grito de Guerra do Pilão que publiquei a 29 de maio de 2010 extraido da revista Operacional.

Recebi um mail do Amigo e Grande Pilão Manuel Andrade a fazer umas correcções ao que foi publicado na revista "Operacional" e no meu blog a 29 de Maio de 2010 sobre o nosso "grito de guerrra", ao qual agradeço a amabilidade e alerta para as correcções, ora aqui vão as correcções, desde já peço desculpa aos leitores pelo sucedido.

 

O “grito de guerra” do IMPE nasceu quase de modo espontâneo, fruto da vivência dos alunos.

 

Tudo começou num jogo de Futebol de Onze, no ano lectivo de 1947/48, mais precisamente na Primavera de 1948. A equipa do IMPE tinha chegado à final do campeonato provincial da ORGANIZAÇÃO NACIONAL Mocidade Portuguesa, onde iria defrontar o Colégio Militar (CM). Isso só foi possível, graças a dois excelentes jogadores: o “Jacaré” e o “Perdigão”. O primeiro um óptimo atacante e o segundo um esplêndido guarda-redes.

 

 

Não foi nada na Primavera de 48, mas sim na época seguinte.

O ‘jacaré’ é a alcunha do Medina Carreira que era guarda-redes.

O ‘perdigão’ era o Nicolau Matias (já desaparecido) que era médio-atacante

O jogo não se tratava da final, mas sim de um jogo de época

O grito é expontâneo mas interliga com as Récitas de anos anteriores (época de Tamagnini Barbosa na Direcção)

 

As referências ao jogo da primavera de 1948, têm a haver com a final, onde efectivamente démos 7 a zero ao CM.

Está vivo um dos grandes referenciais desse jogo, muito enaltecido na imprensa da época, que dá pelo nome de Clemente Ferreira, que depois transitou para o Benfica.

 

 



Publicado por HELDER MARQUES às 19:21
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Sábado, 29 de Maio de 2010
99º ANIVERSÁRIO DO INSTITUTO MILITAR DOS PUPILOS DO EXÉRCITO (IMPE)

 

 

Presidiu às cerimónias o Ex.mo Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército, Tenente-General Mário de Oliveira Cardoso, tendo ainda estado presentes, entre outras entidades militares e civis, a Associação dos Pupilos do Exército (APE), antigos directores e subdirectores do IMPE e muitos ex-alunos, bem como os seus familiares.

 

Já em 23 de Maio p.p., no centro de Lisboa (Praça dos Restauradores), pela manhã, a efeméride teve o seu prefácio com um garboso desfile do BATALHÃO ESCOLAR oferecido à população da capital presente; e hoje, na 1º Secção do IMPE, pelas 10h15, e depois de prestadas honras militares ao Vice-CEME, tiveram inicio as cerimónias militares propriamente ditas.

 

A encerrar este importante marco de quase um século de vida deste estabelecimento militar de ensino (em 2011 comemorará o seu Centenário) em que é ministrado o Ensino Básico (2º e 3º ciclos) e o Ensino Secundário, a par de actividades militares, físicas e culturais, o BATALHÃO ESCOLAR desfilou em continência.

 

Seguiu-se um almoço-convívio.

 

Pelas 15H00 deram-se por encerradas as comemorações do «DIA DO IMPE».

 

 

 

O Estandarte Nacional do IMPE ostenta várias condecorações nacionais e estrangeiras.

O Estandarte Nacional do IMPE ostenta várias condecorações nacionais, destacando-se a Medalha de Ouro de Serviços Distintos.

 

25 de Maio: o dia festivo está directamente relacionado com o Decreto-Lei de 25 de Maio de 1911 que criou o Instituto Profissional dos Pupilos do Exército de Terra e Mar.

25 de Maio: o dia festivo está directamente relacionado com o Decreto-Lei de 25 de Maio de 1911 que criou o Instituto Profissional dos Pupilos dos Exércitos de Terra e Mar.

 

No IMPE são ministrados o Ensino Básico (2º e 3º ciclos) e o Ensino Secundário a par de actividades militares, físicas e culturais.

No IMPE são ministrados o Ensino Básico (2º e 3º ciclos) e o Ensino Secundário a par de actividades militares, físicas e culturais.

 

Embora tutelado pelo Exército, os Cursos ministrados no IMPE são, para todos os efeitos, considerados equivalentes aos Cursos correspondentes do ensino oficial do Ministério da Educação.

Embora tutelado pelo Exército, os Cursos ministrados no IMPE são, para todos os efeitos, considerados equivalentes aos Cursos correspondentes do ensino oficial do Ministério da Educação.

 

O regime de funcionamento contempla o internato,  somente para jovens do sexo masculino, e o externato.

O regime de funcionamento deste estabelecimento militar de ensino contempla o internato, somente para jovens do sexo masculino, e o externato.

 

O garbo e o orgulho de pertencer a uma instituição (quase) centenária são cultivados desde muito cedo e nos primeiros anos de admissão.

O garbo e o orgulho de pertencer a uma instituição (quase) centenária são cultivados desde muito cedo e nos primeiros anos de admissão.

 

O BATALHÃO ESCOLAR (2009-2010) é composto por duas companhias a quatro pelotões.

O BATALHÃO ESCOLAR (2009-2010) é composto por duas companhias com quatro pelotões de alunos.

 

Espírito de grupo, camaradagem, rigor e sincronia...qualidades que irão acompanhar os jovens de hoje...cidadãos do amanhã.

Espírito de grupo, camaradagem, rigor e sincronia...qualidades que irão acompanhar os jovens de hoje...cidadãos do amanhã.

 

A barretina completa com penacho de pelo branco de cabra solto, é um símbolo centenário e elemento identificador dos "pilões".

A barretina completa com penacho de pelo branco de cabra solto, é um símbolo "sagrado" e elemento identificador dos "pilões".

 

 "CANANA" (talabarte com cartucheira) manufacturada em pele de anta de cor branca constitui, também, uma tradição respeitada nos uniformes dos PUPILOS DO EXÉRCITO. Enquanto desfilam, nas bancadas os ex-alunos saudam os actuais alunos com o grito especial do IMPE, denominado «A JACAREZADA».

A "CANANA" (talabarte com cartucheira) manufacturada em pele de anta de cor branca constitui, também, uma tradição respeitada nos uniformes dos PUPILOS DO EXÉRCITO. Enquanto desfilam, nas bancadas os ex-alunos saudam os actuais alunos com o grito especial do IMPE, denominado «A JACAREZADA».

 

GRITO DO IMPE: A «JACAREZADA»

 

É Jacaré?… Não é!…

 

É Perdigão?… Também não!…

 

Então o que é?… IPE, IPE, IPE !!!

 

O “grito de guerra” do IMPE nasceu quase de modo espontâneo, fruto da vivência dos alunos.

 

Tudo começou num jogo de Futebol de Onze, no ano lectivo de 1947/48, mais precisamente na Primavera de 1948. A equipa do IMPE tinha chegado à final do campeonato provincial da ORGANIZAÇÃO NACIONAL Mocidade Portuguesa, onde iria defrontar o Colégio Militar (CM). Isso só foi possível, graças a dois excelentes jogadores: o “Jacaré” e o “Perdigão”. O primeiro um óptimo atacante e o segundo um esplêndido guarda-redes.

 

A final entre o IMPE e o CM foi renhida e os jogadores do IMPE não conseguiam fazer jogadas correctas. Perante a indecisão do jogo, o nervosismo dentro e fora do campo já era grande. Foi então que um elemento da claque pilónica começou a incentivar a equipa gritando pelo Jacaré e pelo Perdigão para terminar gritando a sigla do Instituto, IPE, pretendendo, deste modo, exaltar o espírito pilónico. Queria isto dizer que para dar a volta ao resultado do jogo não se poderia contar só com aqueles dois excelentes jogadores (É Jacaré? Não é! É Perdigão? Também não!), mas com a unidade de esforços de toda a equipa (Então o que é? IPE, IPE, IPE!!!).

 

Estava galvanizada a equipa dos Pupilos e a vitória saldou-se por um histórico 7 - 0. Estava também criada a “JACAREZADA” que, com a mesma força anímica, continua a ouvir-se nos momentos altos deste estabelecimento militar de ensino para estimular o espírito de corpo pilónico.

 

Os inspiradores do “Grito de Guerra” do IMPE foram as alcunhas dos referidos alunos-jogadores: o “Jacaré” era a alcunha do ex-aluno 391/42, Henrique Medina Carreira, que seguiu uma meritória carreira técnica, social e política; o “Perdigão” era a alcunha do ex-aluno 110/41 Nicolau Matias que seguiu engenharia civil.

 

(Texto extraído do ALMANAQUE/IMPE 2004-2005)

 

23 DE MAIO: IMPE DESFILA EM LISBOA

 

(PRAÇA DOS RESTAURADORES)

 

 
 

 

 

23 de Maio: a Praça dos Restauradores foi o ponto inicial do desfile evocativo do 99º aniversário do IMPE.

23 de Maio: a Praça dos Restauradores foi o ponto inicial do desfile evocativo do 99º aniversário do IMPE.

 

Os "pilões" desfilam numa das mais belas avenidas de Lisboa, sempre acompanhados por familiares e público em geral.

Os "pilões" desfilam numa das mais belas avenidas de Lisboa, sempre acompanhados por familiares e público em geral.

 

O Monumento dos Restauradores centrado no meio da praça e que consagra a Revolução de 1640 foi, também, testemunha do comemorativo desfile dos "pilões".

O Monumento dos Restauradores centrado no meio da praça e que consagra a Revolução de 1640 foi, também, testemunha do comemorativo desfile dos "pilões".

 

...até 23 de Maio de 2011...no 100º Aniversário.

...até 25 de Maio de 2011...no 100º Aniversário.

 


 

 

 

(*) Recentemente a designação oficial do IMPE foi objecto de um estudo/proposta para ser alterada para «IPE»: INSTITUTO DOS PUPILOS DO EXÉRCITO. Porém, por uma questão histórica mantemos a designação IMPE que (ainda) é suportada num diploma legal: Decreto Nº677/76 de 1 de Setembro.

 

 



Publicado por HELDER MARQUES às 14:49
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Sábado, 27 de Fevereiro de 2010
DIÁRIO DE NOTICIAS
Pupilos do Exército

Curioso quotidiano dos jovens pilões

por FERNANDO MADAÍL

Curioso quotidiano dos jovens pilões

Em 1936, uma reportagem fotográfica mostrava uma instituição de ensino que, então prestes a comemorar as bodas de prata, tinha sido criada pela I República
 

Opoeta Ruy Cinatti, na sua mocidade, andaria certamente por estas salas, corredores e oficinas, mas não parece ser sensato tentar identificá-lo nestas fotografias. A página de Actualidades Gráficas do DN de 1 de Março de 1936 destacava o quotidiano dos alunos do Instituto Militar dos Pupilos do Exército.

Os rapazes que usam sempre uma barretina como emblema da instituição eram retratados numa aula de inglês e na oficina de serralharia, na parada e no ginásio, na camarata e no refeitório - até a escovarem os dentes, embora essa imagem acabasse por não ser impressa.

"O Instituto dos Pupilos do Exército, fundado há 25 anos, tem já uma obra notável ao serviço da cultura intelectual, do ensino profissional e da educação física", descrevia-se em poucas palavras (pois a página vivia era das imagens) o ambiente daquele estabelecimento militar de ensino, sediado no antigo Convento de S. Domingos de Benfica, no Hospício de Santa Isabel e na Quinta da Alfarrobeira.

Os Pupilos do Exército surgiram em 1911 (Decreto-lei de 25 de Maio) por inspiração do general António Xavier Correia Barreto, ao tempo Ministro da Guerra do Governo Provisório da I República. Chamava-se, então, Instituto Profissional dos Pupilos do Exército de Terra e Mar e destinava-se "a auxiliar a educação dos filhos varões de família militar quando órfãos ou em condições materiais difíceis".

Quase a comemorar o seu centenário, a instituição, originalmente criada com o objectivo de formar "o novo cidadão" da República - numa altura em que se defendia a abolição do preconceito social entre os bacharéis e licenciados e os trabalhadores da agricultura, indústria, comércio e serviços -, foi sendo alvo de várias reformas curriculares e, na época desta reportagem, aquela obra tutelar e social do exército ainda se regia pela de 1926.

Mas os princípios e a conduta, os valores e os ideais parecem ter sido sempre os mesmos naquela instituição que tem como patrono D. João de Castro - cujo túmulo monumental (e os da mulher, do primogénito e dos netos) está na Capela Corpus Christi ou dos Castros, integrada no complexo do antigo Convento de S. Domingos.

E, entre as novas gerações pilónicas (os alunos daquele estabelecimento de ensino também são conhecidos como os "pilões"), pode ser que algumas cabeças com barretina tenham curiosidade de conhecer a poesia daquele antigo pupilo que assinava Ruy Cinatti. Afinal, como proclama o lema por que se regem, "querer é poder".

 



Publicado por HELDER MARQUES às 13:42
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Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010
ANTÓNIO CARLOS DIAS CORREIA

Ao Carlos um forte abraço, ao filho David a saudade de não o ver desde o dia do meu  casamento, já lá vão 12 anos, a toda a familia Correia a minha gratidão e admiração por ajudarem a construir esta casa quase centenária.

Carlos obrigado por ser um grande Pilão, a ti David, obrigado por teres sido um grande Comandante de Batalhão.

Um Salvé para vós..............

Helder Marques

422/86 

ANTÓNIO CARLOS DIAS CORREIA

 

 No final de toda uma carreira neste Estabelecimento Militar de Ensino reclamava-se a necessidade de verter em escrita partes do que 34 anos de ligação permitiram testemunhar, desde os afectos às angústias, os sucessos e mesmo o infortúnio que algumas vezes tem perseguido esta Instituição.
Tratando-se de difícil tarefa, para uma intervenção de trinta minutos, revelou-se como opção razoável sustentar o discurso na história de três gerações: - a de meus pais, a minha própria e a do meu filho, em pequenos excertos, donde naturalmente brotam algumas referências, tradições e valores transversais.
Relativamente à saga desta Casa impunha-se estabelecer o confronto entre o caminho e opções tomadas no passado e o que agora emerge, cenário de resgate das suas maiores aptidões formativas, ilustradas por um passado dignificante. Rejeitando uma forma de construção redutora, no que se refere à tentação de incorrer na visão estritamente pessoal, tem o texto, no entanto, aqui e ali laivos de afectividade inevitáveis que se misturam com a subjacente intenção de documentar os alunos através dos episódios, narrativas e outros testemunhos, desvendar marcas do ideário do IMPE e constituir-se desafio à reflexão de cenários intergeracionais.
 

 

É com enorme prazer e espírito de missão que, nesta fase marcante da encruzilhada histórica dos Pupilos do Exército, tenho o privilégio de proferir a Lição Inaugural do ano lectivo de 2009/2010.
O momento singular que o IMPE atravessa, rasgando novos caminhos para reafirmar e consolidar o seu posicionamento no horizonte educativo, a hora em que, após 34 anos de contínua permanência ao seu serviço, me preparo para outro rumo e o facto de fazer parte de uma família presente nesta escola ao longo de três gerações foram motivos decisivos para fundamentar esta soberana e honrosa oportunidade de o eleger como eixo daquela que é simultaneamente a minha primeira e última lição do ano lectivo que se inicia.
Perante tão honroso convite que outro tema de relevância lhe poderia estar adjacente que não fosse “a minha Casa”?!… Assim, pareceu-me dever intitulá-lo “Viver o IMPE”.
Despojada dos formalismos inerentes ao esquema estrutural de uma lição, consideraria mais apropriado que esta intervenção fosse vista como um simples acto comunicativo, cujo propósito é aduzir conhecimento sobre o IMPE, com base numa narrativa que decorre da interpretação pessoal dos ideais, tradições e valores, inscritos na sua matriz.
Havendo tanto para dizer e depois de ter presenciado, notáveis intervenções de oradores, regra geral, em torno das respectivas áreas de formação, o repto de falar dos Pupilos, desde logo pela diferente proposição, colocou dúvidas acerca do discurso.
Repartido entre o risco da vertigem ao escrever sobre o que é nosso ou incorrer na repetição de atributos conhecidos por aqueles que aqui partilharam tantos anos, centrei-me numa abordagem ontológica, acreditando que, na viagem pela incontornável mística dos Pupilos do Exército, os alunos, seus destinatários principais, poderão reflectir, descobrir ou saber algo mais e, reverem-se, eventualmente na galeria de retratos da sua vida quase centenária.
Necessariamente, muito ficará por dizer todavia, inspirado em Fernando Pessoa quando disse: “Sou do tamanho do que vejo, não sou do tamanho da minha altura!”, ancorei-me na esperança de que esta versão de histórias, estados de alma e traços particulares se não reduza à construção de um mundo próprio, ou redunde na mera sinopse desta Instituição tão grandiosa. Proponho antes o convite a um exercício mental, construído a partir da compreensão dos pedaços de história das gerações de que vou falar tendo como pano de fundo os transversais princípios, regras e valores que as nortearam.
Descobri os Pupilos muito cedo. Com ano e meio já me sentava numa pequenina cadeira à porta de casa dos meus avós, onde passava a maior parte do tempo, movido pela espera do irresistível som do tambor. Podia observar os alunos que marchavam em direcção à 2ª Secção onde se dava início às actividades lectivas do dia. Mas seria por volta dos 5 anos e meio que começava a absorver as histórias de meu pai, funcionário civil havia já alguns anos, que me aumentavam aquela curiosidade natural da “idade dos porquês”.
Sempre que possível corria para ver esses meninos, iguais, caminharem de forma organizada e com ar compenetrado, como se, à sua passagem, pudesse perscrutar algo mais para além das histórias que ouvira. “-Vamos para as aulas”, respondiam-me.
A minha repetida presença começara a fazer parte das pequenas distracções do seu percurso e, de vez em quando, no regresso à 1.ª Secção alguns dos mais velhos incitavam-me a acompanhar a formatura até a Portaria e lá ia eu, ao lado, marchando também. Aí chegado era, por vezes, mimoseado com mais ou menos leves toques nas orelhas a que não achava graça nenhuma. Na manhã seguinte quando passavam para as aulas aguardava-os uma recepção de pedras, exteriorização de um certo temperamento que os divertia desafiar-me.
Primeiros e efémeros episódios de um destino que esboçava o meu encontro com esta Escola. O tempo voa e a hora de me confrontar com o concurso de acesso ao 1º ano do Ciclo Geral Preparatório, hoje 5º ano de escolaridade, depressa chegaria.
Por essa altura, minha mãe também cá prestava serviço e ambos consideraram conveniente que realizasse provas de acesso ao Liceu Camões e à Escola Técnica Pedro de Santarém.

Apesar de ultrapassadas com sucesso, essas duas metas, sabíamos que desde sempre sonharam cruzar o meu destino com o Instituto Técnico Militar dos Pupilos do Exército. Tanto que meu pai usava a seguinte metáfora: - “O trunfo é espadas, por isso vais bem para uma escola que é obra do Exército”, que já me fazia adivinhar essa inevitabilidade.
Concorri e fui admitido. Por pouco nascia aqui.
À entrada, ninguém no universo dos alunos admitidos conhecia os Pupilos do Exército como eu. Aos 7 anos já desfrutava de total liberdade para aqui entrar e também já havia experimentado o castigo de suspensão do acesso às instalações que o Director me impôs, durante um mês, depois de ter fugido em pânico quando me mandou chamar porque, nas minhas constantes correrias, tinha pisado inadvertidamente algumas flores do jardim. Só aparentemente este “background” poderia traduzir algum à-vontade em termos de adaptação à nova realidade, porque efectivamente não foi assim. Falou mais alto a falta do amparo a que são habituados os filhos únicos. Senti, logo na primeira noite, o embate do regime austero que se vivia na época depois do toque de recolher. Na camarata, percebi o que é estar só no meio de tantos e, como muitos deles, instalou-se-me na garganta aquele nó característico de quando se engolem as lágrimas.
Era o início do meu primeiro ano lectivo, em Outubro de 1961, dois anos depois da reforma que reinstituiu o Curso Médio de Electrotecnia e Máquinas.
Nos dias que se seguiram, o toque de alvorada soava estridente às 6 horas. “– Logo a seguir, à voz do aluno graduado ouvia-se: - Todos de pé!!!”. Tratar da higiene, e fazer a cama era a sequência que, enquanto vestíamos a farda, antecedia a passagem do oficial de dia por volta das seis e vinte, para assegurar que todos estavam em condições de cumprir pontualmente o toque para o primeiro Estudo, às seis e meia.
Como que a colorir o cinzento dessa rotina diária sucediam episódios inesperados, a ponto de justificar a colagem a slogans do tipo: “Insólitos dos Pupilos do Exército”. Imagine-se, por exemplo, nas manhãs frias de Inverno, descobrir com espanto, um companheiro a sair da cama, já fardado e com o capote! Só não tinha as botas calçadas... Nem passava pelo balneário onde tomavam banho os alunos das 1ª e 2ª Companhias. Acabei de referir outro palco fértil de cenas caricatas. Porquê? Muitas vezes, contrariando os limites aceitáveis, o sistema de aquecimento de água avariava-se e o duche, que se esperava quente e confortável, lá tinha que se tomar frio. Numa dessas manhãs, um dos inconformados gritou ao funcionário responsável: “Ó Senhor Girão, a água quente está fria”. Dos rostos fechados pela má disposição de quem é acordado às 6 da manhã explodiam gargalhadas que amenizavam o desconforto do duche que nem por isso deixava de ser frio.
Ao segundo toque do clarim, esperava-nos o tal Estudo, em jejum, porque, dizia-se, “pela fresca melhor se assimilam as matérias”. O toque para o pequeno-almoço, o mais esperado, soava às sete e meia. Hora e meia depois da alvorada! Os primeiros contornos do ordenamento disciplinar traduziam-se maioritariamente em situações adversas. O engenho e a necessidade de as contornar foram móbil para o entendimento de conceitos como a camaradagem e a partilha. Cada um precisava do outro e, não raras vezes, alguns, ou mesmo todos, eram penalizados pelo incumprimento das regras por apenas um de nós. Tomara parte numa irmandade, no seio da qual comungava das dificuldades e exultava com as mesmas alegrias de que era feito o quotidiano. O processo de socialização tinha um nexo comum, misturava-se no ritmo veloz dos horários, com todo o tempo preenchido. Nem os professores davam uma “branca”! e as práticas tradicionais iam acrescentando referências das quais sobressaía o braço da praxe, conjunto de regras que governavam as relações académicas no internato, cujas ilações de efeito pedagógico só a posteriori eram reconhecidas. Engraxar botas ou sapatos, arear botões, fazer as camas dos mais velhos eram parte menos exigente dos patamares desse ritual, sustentado em base hierárquica, respeitado e aceite. Globalmente, no seu exercício não cabiam distorções, não se aplicava alienadamente, nem como subterfúgio de frustrações. Era antes um culto de respeito pelos mais velhos, pela sua maior experiência, que nos incutia atitudes comportamentais adequadas.

 

 Aos alunos da faixa etária intermédia eram concedidas algumas liberdades. Com o beneplácito de uma espécie de “Conselho de Tribunos”, os graduados, era consentida a possibilidade de arriscarem a participação em aventuras mais ou menos empolgantes. Por exemplo, o risco de “saltar o muro para ver um jogo de futebol do Glorioso” fazia parte das práticas afirmativas, sintoma de emancipação aceite na escala. Claro que, o relacionamento cordial que os mais antigos mantinham com os meus pais redundava na especial vigilância que sobre mim impendia. O mesmo é dizer que um qualquer deslize poderia acarretar consequências drásticas. Apesar dos condicionalismos, fui realizando o meu trajecto próprio, sobrevivendo ao estigma pejorativo do indesejável epíteto de “anjinho”.
Nos antípodas de um sistema educacional monolítico, faziam parte das preocupações formativas a componente lúdico-cultural, a começar nas infra-estruturas e a completar-se na concepção e realização de actividades e programas complementares diversificados. Cada duas Companhias de alunos dispunham de uma Sala de Leitura recheada de revistas periódicas, jornais diários e outras publicações. A ausência de ruído fazia dela um espaço de recolhimento privilegiado, só comparável à Capela Corpus Christi, nos claustros, onde além dos actos litúrgicos se realizavam reuniões dos alunos membros da Conferência de S. Vicente de Paulo.
Momentos de descontracção experimentavam-se na Sala de Jogos, onde se podia conversar, ouvir música, fazer jogos ou ver televisão extravasando com os desafios de futebol, até ao toque do recolher.
Passados quase 50 anos, estavam consignadas, como actualmente, actividades extra-curriculares de carácter cultural e desportivo. Com regularidade, realizavam-se eventos como ópera, concertos, peças de teatro, palestras ou encontros desportivos, especialmente de basquetebol e de voleibol, que tinham lugar no Ginásio da 1.ª Secção, depois do Jantar.
Para além dos muros que nos limitavam o espaço físico, compreendiam-se outras dimensões. A representatividade do Instituto no campo gimnodesportivo era algo que assumia particular importância e, com o primeiro sucesso, isto é, a primeira vitória numa competição, aprendemos o “Grito” conhecido por “Jacarezada”, símbolo de exaltação, testamento legado de ilustres pilões, transmitido às sucessivas gerações que é evocado em todos os momentos de celebração e cerimónias do IMPE.
O “Jacaré” É o Dr. Henrique Medina Carreira, destacado personagem da sociedade portuguesa, reputado fiscalista que, à semelhança de outros notáveis pilões, aqui frequentou e concluiu um Curso díspar da sua área profissional de intervenção, no caso o Curso Médio de Electrotecnia e Máquinas. Foi Comandante do Batalhão e guarda-redes titular da equipa de futebol de onze.
“Perdigão”, é o pseudónimo do Eng.º Civil Nicolau Matias, já falecido, o ponta de lança. Ambos foram alunos modelares e elementos chave da célebre equipa que infligiu 7-0 aos nossos arqui-rivais, o Colégio Militar, numa final do Campeonato Provincial de futebol da Mocidade Portuguesa.
 

 

 

 

 

 

 

A Classe Especial de Ginástica criada em 1 de Junho de 1932 é a partir da Primavera de 1954, que sob a orientação do saudoso professor Robalo Gouveia inicia os decisivos passos que a conduziriam ao mais alto expoente, tornando-se por muitos anos o nosso ex-líbris. Internamente, suscitava as maiores curiosidade e admiração, pois para além do talento dos seus elementos, os treinos exibiam uma certa audácia e glamour, dado o risco associado ao grau de dificuldade de alguns exercícios que se realizavam em tronco nu, sobre o alcatrão da parada inferior da 1ª Secção. "Passeou" nos anos 50 e 60 toda a sua espectacularidade, quer em Portugal quer no estrangeiro, em simples demonstrações ou em Festivais de Competição. A ela se devem momentos da maior glória para os Pupilos do Exército.
Na segunda metade dos anos 80 é o Professor Hermenegildo Candeias cujo currículo de atleta regista, em 1960, o título de Campeão Nacional de Ginástica Aplicada, de 1ª categoria, quem aceita a responsabilidade dos destinos da Classe Especial, introduzindo um esquema de cunho pessoal que obteve elevado êxito nas exibições realizadas e nas sucessivas Gymnaestradas em que, honrosamente, tivemos oportunidade de participar, até à Gymnaestrada Mundial de 2003, que se realizou em Lisboa. Em reconhecimento da meritória carreira de Professor de Educação Física e da sua extraordinária dedicação à Classe Especial de Ginástica, o Professor Candeias viu o seu nome ser atribuído ao Pavilhão Gimnodesportivo Polivalente da 2.ª Secção.
Lembrei o cumprimento dos deveres e códigos do aluno, o sabor do sucesso escolar e das conquistas desportivas e o garboso desempenho em cerimónias militares, instrumentos convergentes da construção do nosso ideário e do compromisso com as nossas particulares tradições. Estes valores e atitudes compaginaram o estereótipo designado por “espírito de corpo dos Pilões”.
Numa nota de observações, por acreditar que muitos alunos e ex-alunos não terão ainda encontrado a origem de algumas peculiaridades, vem a propósito que foi na sequência da pergunta de uma jornalista ao Director em funções, quando há cerca de 8 anos realizava uma visita de reportagem, que na qualidade de ex-aluno fui chamado a descodificar o termo Pilões.
Lançando mão dos recursos disponíveis, a “Associação dos Pupilos do Exército”, através de um dos enormes vultos, o Eng.º
Augusto Dias, a completar em breve 92 anos, muitos deles dedicados ao IMPE e à APE, obtive a informação esperada: Aquando da fundação, os alunos eram poucos e o espaço tão grande que resolveram chamar-lhe Pupilão, o “Casarão” onde viviam os Pupilos. Daí resultou que esses alunos passassem a ser Pupilões e, por redução, Pilões, designação que viria a tornar-se extensiva aos ex-alunos”.
De regresso ao tema lembrei que, a par do pendor eminentemente técnico da nossa formação se afirmava uma forte componente humanista. Vivia-se um regime aberto de relacionamento, que nos educou, tal como hoje, no reconhecimento, em cada pessoa, do respectivo valor intrínseco no quadro institucional estabelecido.

Situado no ponto intermédio das três gerações, cabem neste desfilar de memórias, alguns apontamentos a respeito de meus pais baseados em testemunhos que presenciei desde aluno e nas manifestações de consideração, estima e amizade dos representantes de todas as camadas socioprofissionais do IMPE, ao longo das suas carreiras. Desde logo, são os primogénitos e responsáveis maiores pela inclusão das gerações subsequentes no Corpo de Alunos dos Pupilos do Exército.
Ambos subiram “a corda a pulso” e a valorização que conquistaram no exercício das várias funções cometidas consolidou os seus saberes para uma visão abrangente que adquiriram do IMPE. O profissionalismo, o espírito de sacrifício, a solidariedade e a honestidade que aqui aprenderam a praticar são atributos que reverteram em meu favor, ajudando-me na compreensão de valores essenciais. Sublinho as responsabilidades transcendentes que meu pai viu recair sobre os seus ombros, quando da adaptação dos planos de estudos da reforma de 1959 e, em particular, as decorrentes das sucessivas nomeações dos oficiais Secretários Escolares para o cumprimento de comissões de serviço, no período da guerra das ex-colónias.
Fruto da acumulada experiência e da versátil facilidade para dirimir questões complexas, conquistou um especial estatuto expresso no frequente contributo superiormente aceite, em favor das tomadas de decisão.
O exemplo de ambos, que me orgulha e a minha própria vivência fizeram-me entender o IMPE um teatro semelhante ao seio de uma grande família construída de acordo com as etapas de uma caminhada, que começa na aprendizagem das regras, passando, noutra idade mais rebelde, pela sua contestação e, mais tarde, com o crescimento, a consequente maturidade escrutinada pela avaliação dos comportamentos a proporcionar uma espécie de maioridade, a liberdade responsável, a consideração e o respeito da comunidade.
Por fim, o diploma, o cruzar a linha de chegada. Momentos de efectiva conquista, por um lado, mas, por outro, o acreditar que esse seria apenas o começo de uma longa estrada a percorrer. Exercer as nossas especializações, as actividades profissionais, as equipas que iríamos integrar, que nos proporcionariam encontros, desencontros e reencontros. Sentia-se de modo especial a aproximação da hora da saída para uma nova vida e, com ela, uma certa angústia de perceber que viver nos Pupilos era um verbo transitivo que, no quotidiano, parecia querermos admitir definitivo.

 

Depois de sair do Instituto e cumprido o Serviço Militar perspectivava-se a vida profissional, mas o “25 de Abril de 1974” acontecia e a incerteza comprometia os anteriores projectos de futuro.
Surpreendente e inesperadamente, um ano depois abria-se-me a oportunidade de regressar à “minha Casa”. Surgiam vagas para professores e recebia o convite para concorrer ao preenchimento de uma delas. O entusiasmo não conseguia separar-se do peso da responsabilidade. Afinal, preparava-me para integrar um corpo docente composto por muitos dos que haviam sido meus mestres, que me haviam marcado pela competência, entrega, e carácter.
O exercício sem sobressaltos das funções que me foram atribuídas devolveu-me segurança, a transição das memórias e a passagem para o novo papel.
As primeiras perplexidades viriam pouco tempo depois. O Instituto era fustigado pelos ventos da revolução iniciada em 1974 e as exacerbadas manifestações de carácter político motivaram momentos intensos de hostilidade e de indisciplina nunca experimentados.
No entanto, ao modo como na época se geriam as diferenças de ideias, em RGE - Reuniões Gerais de Escola, a situação foi sanada, consagrando-se a total independência do IMPE às influências partidárias. Com a bonança veio a concretizar-se, no ano seguinte a mais promissora transformação da história do ITMPE: a conversão dos Cursos Médios em Cursos Superiores, que deu lugar à formação de quadros técnicos, bacharéis, em Contabilidade e Administração, em Eng.ª de Máquinas e em Eng.ª de Electrónica e de Electrotecnia, com a consequente mudança da sigla para IMPE. Em 1976 eram admitidas as primeiras raparigas, as nossas Piloas.
A qualidade do ensino nunca esteve em causa e a preparação dos alunos diplomados ditava a sua imediata captação pelo mercado de trabalho, com carácter de primazia sobre outras ofertas. Numa primeira fase as empresas garantiam um estágio profissional normalmente remunerado e não raras vezes culminava na contratação dos estagiários para integrarem os respectivos quadros. Devolvia-se ao Instituto o prestígio de que era merecedor.
Por outro lado, a história mostra como temos reagido às adversidades premonitórias de um futuro incerto, numa dinâmica criativa que nos vem animando a continuar a construção de projectos consistentes, de valor e mérito reconhecidos ao mais alto nível. Refiro-me a 1977, quando se lançaram os alicerces de uma resultante de cariz cultural que viria a exponenciar a visibilidade do IMPE e a protagonizar um outro incontornável ex-líbris, o Grupo Coral e Instrumental, obra dignificante e genuína que temos sabido preservar continuando os padrões de qualidade fundados pelo seu criador o saudoso professor Raul Miranda.
Nessa ordem de sucessão releva o SMOR da Armada, José Nogueira
que foi capaz de potenciar as capacidades do grupo, espoliado de alguns dos melhores elementos que, terminados os seus cursos, haviam chegado ao fim da linha.
Depois de um período transitório sob a direcção da outrora Professora de Educação Musical do IMPE, Dr.ª Ana Cláudia, continuamos hoje a acumular orgulho no desempenho deste grupo, cujos créditos assegurados pelo 1SAR Pascoal derivam da competência e sentido de entrega que justamente lhe são reconhecidos. Drª. Ana Claudia
Explicitar as atribulações vividas pelo IMPE e evidenciar as motivações que tem vindo a encontrar para fortalecer a sua identidade e prosseguir no esforço de perpetuação das suas nobres tradições é também um dos objectivos deste depoimento.
1ºSarg.Pascoal A aprendizagem acumulada das referências familiares, dos anos de docência e de outras funções cumulativas, foi o meu manual de instruções do IMPE, por intermédio do qual estabeleci um registo de convicções transversais à maior parte dos anos decorridos:
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No topo das variáveis que influenciarão o nível do nosso ensino está a qualidade dos agentes envolvidos no acto educativo. Longe vão os tempos em que a selecção dos 75 alunos que constituíam 3 turmas do 5.º ano se realizava de entre um universo de mais de 300 candidatos. Isso fundamenta razões para dinamizar a imagem do IMPE devolvendo à sociedade as motivações que sustentavam tão significativa procura.
A contratação e a integração dos novos professores que quase todos os anos chegam ao Instituto requerem a maior atenção. Os professores estão hoje fragilizados pela adopção de medidas socioprofissionais controversas, sequela do rumo delineado pelas políticas que tutelam o ensino no país e, enquanto esperam a sua redefinição, não escondem sinais preocupantes de insegurança e desgaste.
O Instituto possui um acervo de meios, capaz de contrariar tal tendência. O acompanhamento dos professores após a contratação, deverá ser orientado no sentido de descodificar as especificidades desta Escola e de clarificar o seu ideário, de modo a promover o desenvolvimento das suas potencialidades.
Importa, também, não perder de vista imperativos de interacção do processo educativo, para que designadamente e em tempo oportuno, usufruam dos naturais direitos e das condições de evolução na carreira que a lei geral consagra aos seus congéneres das escolas do Ministério da Educação.
Davide É chegada a altura de introduzir a 3.ª geração, na altura em que o meu filho atinge a idade de acesso ao 2º Ciclo de Estudos.
“Vai para os Pupilos”, ouvia-se entre familiares e amigos. O concurso aconteceu em 1987 e, os dias seguintes que antecederam os resultados, foram de ansiedade e expectativa.
No dia em que lhe disse:” - Apressa-te, porque tens que fardar-te para te apresentares”, os gestos do seu entusiasmo e desnorte revelaram que esse terá sido um dos seus dias mais felizes que certamente permanece como uma marca indelével e especial.
Teve uma integração positiva, fácil adaptação e a conquista da primeira medalha por Aplicação Literária, logo nos primeiros anos, despertou-lhe o gosto pelo sucesso escolar e tornou normal o ciclo de prémios de carácter literário, militar e físico e específicos do âmbito de disciplinas técnicas, até à conclusão do Curso.

Corolário das profecias do avô, a respeito das virtudes desta Escola, fez parte da Classe Especial de Ginástica, deambulou na prática de várias modalidades desportivas e, no ano em que foi finalista do Curso Superior de Engenharia Mecânica, foi nomeado, por escolha, Comandante do Batalhão de Alunos do Instituto Militar dos Pupilos do Exército.
Pôde, quis e conquistou o que havia a conquistar, os maiores êxitos que qualquer Pilão almeja e uma sólida formação para a cidadania. Gratifica-me dizer que soube traduzir da melhor maneira a expressão acumulada dos princípios e valores herdados e adquiridos e, após obter a Licenciatura em Engenharia Mecânica, no Instituto Superior Técnico, segue hoje uma simpática carreira profissional nessa área, a par do convívio que cultiva com os pilões da sua geração, em encontros ocasionais de confraternização que reavivam e prolongam a sua intensa ligação ao Instituto.
A partir da fase final do seu percurso como aluno, testemunhei aquele que considero ter sido o período mais sombrio dos 34 anos vividos nesta Casa. A notória escassez de candidatos provocou a progressiva redução do efectivo e culminou na constituição de turmas, com apenas 5 alunos.
Não tardou que um despacho determinasse a suspensão da admissão de alunos ao 5.º ano de escolaridade. Mas a situação agravou-se a partir de 2005/2006. Suspendiam-se também as admissões ao 1.º ano dos Cursos Superiores.
Esvaziava-se concomitantemente a essência e a alimentação dos restantes cursos pairando a sombra do iminente colapso de uma Instituição, até então, ímpar no País, cuja oferta englobava 3 níveis de ensino: Básico, Secundário e Superior.
Este não deveria ter sido o nosso fado. O IMPE, que sempre acolheu as novas situações que lhe têm sido impostas, merecia ser acarinhado e contemplado numa perspectiva de repositório de matérias-primas que ao longo das gerações tem sabido lapidar e devolver às Forças Armadas, a agentes económicos e à sociedade em geral, sob a forma de pedras preciosas…

Numa postura de permanente actualização, aderiu à implementação de programas como a controversa Área Escola, à época e, nesse domínio, concretizou projectos multiculturais de indiscutível valor, que concorreram para despertar nos alunos sensibilidade para causas sociais: - a solidariedade, o respeito pelo próximo, pelas minorias e pelas diferenças étnicas e demais valores substantivos no âmbito da sua formação integral para a cidadania.

Já antes havia aderido ao Projecto Minerva, entreposto de divulgação e ensino das novas tecnologias da informação, cuja finalidade última visava a criação de software educativo e as aulas assistidas por computadores. Nesse contexto foram desenvolvidos programas de formação de professores e realizados projectos de interesse didáctico.
Revisitando as suas potencialidades acolheu de braços abertos os alunos PALOP criando as melhores condições para a respectiva adaptação, com respeito pelos seus diferentes hábitos e culturas. E bem pode orgulhar-se dos resultados alcançados, quer a nível da qualidade formativa que estes alunos têm atingido, quer dos exemplos de reconhecimento e de gratidão que vêm manifestando, nas cerimónias e outros momentos importantes, em que sempre dizem: presente.
Apesar disso, porque não passou o Instituto incólume, no cenário asfixiante que experimentou nos últimos anos? A clivagem resultou, do quadro de opções tomadas num passado não muito distante. A primeira delas, enveredar pela via ensino no Ensino Secundário e a segunda, optar, no nível superior, pelo Ensino Politécnico. A partir da fase final do seu percurso como aluno, testemunhei aquele que considero ter sido o período mais sombrio dos 34 anos vividos nesta Casa. A notória escassez de candidatos provocou a progressiva redução do efectivo e culminou na constituição de turmas, com apenas 5 alunos.
Não tardou que um despacho determinasse a suspensão da admissão de alunos ao 5.º ano de escolaridade. Mas a situação agravou-se a partir de 2005/2006. Suspendiam-se também as admissões ao 1.º ano dos Cursos Superiores.
Esvaziava-se concomitantemente a essência e a alimentação dos restantes cursos pairando a sombra do iminente colapso de uma Instituição, até então, ímpar no País, cuja oferta englobava 3 níveis de ensino: Básico, Secundário e Superior.
Este não deveria ter sido o nosso fado. O IMPE, que sempre acolheu as novas situações que lhe têm sido impostas, merecia ser acarinhado e contemplado numa perspectiva de repositório de matérias-primas que ao longo das gerações tem sabido lapidar e devolver às Forças Armadas, a agentes económicos e à sociedade em geral, sob a forma de pedras preciosas…

Numa postura de permanente actualização, aderiu à implementação de programas como a controversa Área Escola, à época e, nesse domínio, concretizou projectos multiculturais de indiscutível valor, que concorreram para despertar nos alunos sensibilidade para causas sociais: - a solidariedade, o respeito pelo próximo, pelas minorias e pelas diferenças étnicas e demais valores substantivos no âmbito da sua formação integral para a cidadania.

Já antes havia aderido ao Projecto Minerva, entreposto de divulgação e ensino das novas tecnologias da informação, cuja finalidade última visava a criação de software educativo e as aulas assistidas por computadores. Nesse contexto foram desenvolvidos programas de formação de professores e realizados projectos de interesse didáctico.
Revisitando as suas potencialidades acolheu de braços abertos os alunos PALOP criando as melhores condições para a respectiva adaptação, com respeito pelos seus diferentes hábitos e culturas. E bem pode orgulhar-se dos resultados alcançados, quer a nível da qualidade formativa que estes alunos têm atingido, quer dos exemplos de reconhecimento e de gratidão que vêm manifestando, nas cerimónias e outros momentos importantes, em que sempre dizem: presente.
Apesar disso, porque não passou o Instituto incólume, no cenário asfixiante que experimentou nos últimos anos? A clivagem resultou, do quadro de opções tomadas num passado não muito distante. A primeira delas, enveredar pela via ensino no Ensino Secundário e a segunda, optar, no nível superior, pelo Ensino Politécnico. De ambas resultou uma mistura frágil porque o Ensino Politécnico proliferou, gerando uma forte concorrência e, com ela, a consequente e drástica diminuição da sua procura.
Como a aprendizagem também se retira dos erros, separa-se dessa zona cinzenta, redescobrindo virtualidades que, até agora adormecidas, outrora lhe ofereceram relevo.
Significa que, no regresso ao seu ecletismo, desenhou o figurino de uma nova estrutura e objectivos. Escolheu a alternativa retomando o velho paradigma, à semelhança de um dos seus mais fortes e tradicionais domínios de formação, o ensino técnico, com a oferta de cursos profissionais de nível 3, perspectivando-se no pós-Secundário, o lançamento dos Cursos de Especialização Tecnológica (CET), numa afirmativa correspondência a necessidades de empresas, com benefício dos apoios e da cobertura do projecto, resultantes de protocolos e parcerias, a elaborar com entidades.
Com a aproximação do Centenário inicia-se, assim, uma etapa que, ao mesmo tempo, relança a sua história e restitui confiança aos seus intérpretes.
A luta do anterior Director, Exmo. Senhor MGen João Marques dos Santos que acreditou, iniciando em 2007/2008, com determinação e empenho, este novo trilho abrindo espaço por entre contactos com empresas, associações empresariais e demais entidades, enquanto internamente traçava linhas de acção, constituindo equipas de trabalho que envolveram todo o corpo docente.
A exortação do Exmo. Senhor TGen Vaz Antunes, mui digno Cmte. da Instrução e Doutrina do Exército, quando da Cerimónia de Abertura Solene do Ano Lectivo de 2008/2009, para desencadear as acções tendentes a devolver ao IMPE os seus pergaminhos e a recolocá-lo no lugar honroso que merece.
A determinação do actual Comandante da Instrução e Doutrina do Exército, Exmo. Senhor TGen Maia de Mascarenhas ao declarar na sua primeira visita oficial ao IMPE o apoio e acompanhamento que concretizará, enquanto apelava ao maior empenho dos agentes de todo este edifício escolar, na consecução dos objectivos propostos.
E bem assim, a acção do actual Director, Exmo. MGen António Rosa da qual ressaltam o dinamismo, o esforço financeiro, pesem as limitações orçamentais, com vista à actualização e à modernização do parque escolar e os níveis de exigência que propõe para que a excelência seja de novo atingida, são sinais convergentes e inequivocamente afirmativos, que nos reconciliaram com a confiança e a motivação e que impulsionaram as vontades capazes de reorientar a tarefa de reconstrução e de consolidação da finalidade do IMPE.
O corpo docente reencontrado com a esperança e muito motivado ofereceu, logo em fase preliminar, intensa actividade na concepção e elaboração da proposta dos elencos de cada um dos cursos profissionais já em funcionamento este ano lectivo.
E os alunos? Deles se espera plena correspondência no desempenho do papel que lhes está reservado. Percebam que motivação não é um estado de espírito de sentido único. Que simplesmente estudem, sejam capazes de assumir que a imagem da Escola é o espelho do vosso esforço e que é através do vosso sucesso que podem contribuir para “o Instituto enobrecer”. Serão assim, certamente, mais felizes.
No momento que também é marcado pela saudade ficam, como tesouro, as aulas, os projectos materializados, os passeios, a partilha dos sonhos, os gestos encorajadores, o companheirismo...
É também a altura de reflectir do nosso intangível património, vultos históricos e eminentes figuras, desde o seu Fundador, General Xavier Correia Barreto e o insigne Patrono, D. João de Castro, a antigos quadros militares, professores, funcionários civis, alunos e ex-alunos.
Quantas pessoas especiais, algumas que entretanto partiram, ficarão guardadas no coração. Fica a mensagem de que devemos ter fé no que virá, no que queremos. Nós podemos mais, vamos fazer o que o IMPE será.
Espero e desejo ao renovado Pilão muito êxito, reafirmando uma grande esperança de que nos anos futuros será resgatado o seu prestígio.
Não é minha pretensão que este seja o som de uma despedida. Vou andar por perto, até porque tenho um neto, porventura a caminho de uma etapa que bem conheço.
Pilão uma vez, Pilão para sempre. Querer é Poder.
Disse.

 ANTÓNIO CARLOS DIAS CORREIA

 



Publicado por HELDER MARQUES às 23:56
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Sábado, 14 de Novembro de 2009
AQUI ESTÁ TUDO DITO.....

 

O FIM DOS COLÉGIOS MILITARES?
 
                                                                                                              27/10/09
 
            O Colégio Militar (CM) é, entre as instituições existentes, uma das mais antigas da nação. Tem provas dadas, lastro, tradição e deu ao país e às Forças Armadas um conjunto alargado de cidadãos de qualidade, que se distinguiram nas mais diversas profissões.
            Mas entre os portugueses existe uma especial apetência para deitar abaixo, num credo, aquilo que levou tantas gerações a edificar. O último caso que nos lembramos foi a extinção do Supremo Tribunal Militar fundado, em 1641 e que só perdia em antiguidade – creio – para as Misericórdias. Uma cretinice alvar!
            É, pois, típico na sociedade portuguesa não se atalhar os problemas a tempo. Finge-se que não se vê e assobia-se para o lado, numa demonstração repetida de que o “rei não precisa de usar roupa”. Tal facto não acontece por acaso e encontra fundamento na desconfiança com que são olhados aqueles que levantam problemas ou põem dedos em feridas. São logo encarados como “portadores de más notícias” e como tal equiparados a “leprosos”. Deste ponto a tentar-se, objectivamente, prejudicá-los na sua vida profissional e até privada, vai apenas um passo.
            Do mesmo modo a frontalidade e a lealdade são vistos como afrontamento e impertinência…
            Estes comportamentos não são de agora, mas de sempre. A natureza humana é muito imperfeita.
            Os problemas tendem assim a deslizar de uns para os outros, sucessivamente, até que rebentam.
            Os problemas do CM começam dentro da própria Instituição Militar. A primeira grande questão tem a ver com o facto, de que há muito a esta parte, se dever ter encontrado uma fórmula equilibrada para os três estabelecimentos militares de ensino secundário dependerem do CEMGFA, com os custos repartidos pelos três Ramos, em vez do ónus recair exclusivamente no Exército.
            Depois é necessário que exista um orçamento adequado para gerir e manter três colégios de qualidade com ensino personalizado e um conjunto de actividades que mais nenhuma escola pública, ou privada, dispõe no país. Neste âmbito tem que se alterar também as restrições ao contratamento de civis, nomeadamente vigilantes – uma das causas, seguramente, dos problemas analisados pela PGR – restrições estas que já levam inclusive a que se tivesse que passar a contratar empresas em outsourcing para servir as refeições,limpeza,portaria e jardinagem. Noutro ambito é fundamental que a lei seja modificada para permitir a mobilidade e reconversão de trabalhadores.
            Os problemas sociais que a sociedade actual comporta e a destruturação acelerada das famílias, aumentou exponencialmente os problemas do foro psíquico e social o que exige determinados valências, que os meios ao dispôr dos colégios, dificilmente comportam. Não é a mesma coisa, por exemplo, ter alunos que são enquadrados fora do colégio em termos familiares e outros que pura e simplesmente são “despejados” nos internatos.
            Arranjar instrutores e oficiais do Corpo de Alunos é outro problema. Além de nem todos terem perfil para prestar serviço num estabelecimento deste tipo, muitos não querem passar por lá, pois preferem outras opções profissionais. Além disso o Exército preparou oficiais para missões distintas – o seu “core bussiness” - que custou muito dinheiro e esforço, aptidões essas que não têm aplicação nos CM. Por outro lado hà questões do foro pedagógico de que é preciso dar a conhecer a oficiais que vão lidar com jovens dos 10 aos 17 anos.
            Acresce a tudo isto que existe dificuldade de recrutamento de novos alunos e só uma muito pequena percentagem destes é que depois vão concorrer às Academias Militares.
            As tradições académicas neste tipo de escolas têm vantagens evidentes – embora hoje em dia não seja politicamente correcto admiti-lo – mas que, para serem adequadas, necessitam de organização e supervisão. E estas não comportam qualquer tipo de agressão ou actividades indigna de um ser humano escorreito,que devem (e já são) ser excluídas e punidas.
            Problemas existem e são mais que muitos,como decorre da natureza humana, por isso devem ser atalhados a tempo, antes de saírem fora de controlo ou causarem danos irreparáveis.
            Com isto dito, necessário se torna ter a consciência que a situação dos colégios militares está a anos-luz para melhor do que a generalidade das escolas ou colégios secundários, de todo o país, cujas maleitas não caberiam descritos nas páginas de qualquer jornal ou revista. 
            Agora vamos à parte mais séria da questão. Com a Instituição Militar em diminuição constante e aperreada em constrangimentos humanos,materiais e financeiros, conjugam-se a nível do país, várias forças para atacarem os colégios militares e entre eles, especialmente o CM.
            Em primeiro lugar o espectro partidário que vai do PS à extrema-esquerda odeia, em termos ideológicos, a ideia da existência de colégios militares. Causa-lhes até erupções de pele e outros fenómenos do foro psicossomático. Com uma nuance: o PCP não hostiliza (porque sabe o que anda a fazer) e não lhe desagradaria ter colégios militares, desde que, obviamente lá se ensinasse o materialismo dialéctico, o socialismo científico e o internacionalismo proletário.
            Fazia parte do manifesto eleitoral do PS quando foi formado – é bom lembrar – a extinção dos colégios militares. O PS aliás, dá-se mal com tudo o que cheire a fardas, autoridade e disciplina. Os bloqueiros estão muito activos, no momento. São uns infelizes desorientados, nunca construíram nem construirão coisa alguma, só sabem atear fogos. Ouve-se dizer que odeiam a sociedade, eu penso que se odeiam a si próprios.
            Do PS para a direita, pura e simplesmente não existe ideologia: sente-se com a carteira e pensa-se com as tripas.
            Estamos conversados, portanto.
            A seguir temos a questão da especulação imobiliária. Os colégios ocupam terrenos privilegiados, novamente com destaque para o CM, cerca de 13 hectares em zona de grande valor. Ora isto representa milhões e milhões de euros; oportunidades de negócio para amigos, eventual atenuação de dívidas camarárias,chorudos financiamentos, etc., enfim o paraíso para os do costume.
            Perante isto, que valem três colégios cuja mais valia é lançarem no mercado de trabalho ou nos cursos superiores, umas dezenas de cidadãos com formação de elite que tanta falta podem fazer ao nosso desfigurado país? Acertaram, são perfeitamente dispensáveis!
            Finalmente, teremos que voltar à doutrina e à ideologia (o mais importante de tudo). Em alfurjas secretas e discretas, combinam-se estratégias, orientações e objectivos. Ora os valores ensinados e instilados nos colégios militares (até ver), são valores patrióticos, de carácter e honradez; valoriza-se a família, o trabalho, as instituições. A religião é respeitada, os heróis são venerados, a nação está acima dos partidos, o grupo prefere ao indivíduo sem estrangular a individualidade, etc.
            A liberdade sendo um conceito absoluto tem uma aplicação relativa, a caridade prefere à fraternidade e a igualdade resume-se apenas às oportunidades, pois todos são diferentes. Existe hierarquia, organização e autoridade. Tudo isto gera uma ordem. Esta ordem liberta mais do que oprime.
            Ora tudo isto forma cidadãos considerados perigosos, para os tais das alfurjas.
            Julgo ter sido suficientemente explícito.
            Os colégios militares não devem acabar. Mas podem tentar fazê-lo.
            Convém pôr as barbas de molho.
 
 
 
 
                                                                                  João José Brandão Ferreira
                                                                                          TCor/Pilav (Ref)


Publicado por HELDER MARQUES às 18:49
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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
O COLÉGIO MILITAR

colegio-militar.jpg

 

Olá a todos, por estes dias não se fala de outra coisa na televisão e na rua sobre as praxes no Colégio Militar.

Como disse uma mãe á SIC, o Colégio Militar não é uma casa de correcção e os alunos não estão á guarda do estado, os alunos têm pais que os amam e estão sempre atentos.

Eu tive um Professor nos Pupilos do Exército que um dia disse e com razão, "os alunos não vêm para esta escola para serem educados a educação dá-se em casa", ora vamos lá ver uma coisa, qual o filho que nunca levou uma palmada do pai? a malta sabe muito bem que de noite só lá está o oficial dia, os alunos graduados são o o pilar do Colégio Militar, tornam-se referências e ídolos perante os alunos mais novos e são falados durante anos nas conversas colegiais, os graduados são os mais importantes para o desenrolar da missão em que está orientada o Colégio Militar.

No Colégio Militar paga-se para lá andar, só lá está quem quer, ninguém é obrigado, o filho leva uma chapada hoje, disse aos pais, não gostam só há uma solução tiram-no do Colégio, o Colégio Militar é das melhores escolas do País, tem mais de duzentos anos, as praxes existem á muito tempo no Colégio.

Ser aluno do Colégio Militar é uma virtude, é ser diferente e especial, é uma maneira de estar na vida, não é para todos, para ser aluno do Colégio Militar têm que se gostar de ser, o pai não pode obrigar o aluno a lá andar contra a sua vontade, o aluno do Colégio Militar, antes de entrar é seleccionado, é especial é diferente dos outros meninos de 10 anos, andam com farda, marcham e já têm uma arma para os desfiles.

Nem todos têm perfil para pertencer ao Colégio Militar, os bufos que fizeram esta queixa destes 8 graduados, não sei se estão no Colégio ou não, mas deviam despir a farda e vir para a escola Secundária da zona, furaram um tímpano a um aluno com um chapadão, então e depois? Em duzentos anos de História um tímpano furado, não está mal, escolas com 2 e 3 anos cá fora há alunos a levar facadas a serem roubados e espancados,é pá não brinquem comigo, aconteceu lá dentro como podia acontecer cá fora, alguma gente critica um menino com dez anos andar com uma arma na mão, para eles a arma que usam só serve para os desfiles e as espadas para os graduados a mesma coisa, não se lembram as pessoas que na secundária lá da terra andam com facas , navalhas, droga, murtalhas, nestas armas ninguém fala.     

O Colégio Militar precisa de sossego e os seus alunos também, não vamos fazer uma tempestade num copo de agua, quantas alunos são espancados numa escola secundária normal? Vários durante o ano.

Pedia vivamente aos pais do aluno ou alunos agredidos, que retirem a queixa, pois esses graduados é que fizeram o papel de pais quando vocês  estavam em casa descansados, eles é que tiraram as duvidas ao vosso filho, ajudaram o seu filho a ser enquadrado, a dada altura o vosso filho olhava para eles como ídolos, e só por causa de um devaneio mal pensado por o graduado isto toma estas proporções, não me parece justo.

Quantos pais não batem e depois ficam arrependidos, de certeza que o graduado está arrependido pêlo que fez.

 

VIVA O COLÉGIO MILITAR

 

Ex-aluno do IMPE 422/86

 

 

 



Publicado por HELDER MARQUES às 15:53
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Terça-feira, 15 de Setembro de 2009
MAIS UM ANO... FALTA POUCO PARA OS 100.....

Arranque do Ano Lectivo 2009/2010

Às 14:30 do passado sábado, realizou-se na sala de exposições da primeira secção, um “briefing” aos Encarregados de Educação onde foi divulgada informação pertinente acerca do ano lectivo 2009/2010. Terminada esta acção os E.E. reuniram com o director de turma dos respectivos educandos, sendo abordados os detalhes relativos à organização, comunicação e funcionamento da turma.
Na Segunda-feira, 14Set2009, arrancaram as actividades lectivas com a primeiro bloco de aulas a ser preenchido pelos Directores de Turma que aproveitaram a ocasião para se apresentarem aos seus alunos e difundirem as directivas subjacentes à organização e funcionamento das actividades lectivas .
A bela manhã que se fazia sentir, pareceu querer auspiciar a concretização das melhores expectativas para o novo ano escolar que contará, por certo, com o maior empenho e motivação por parte de todos aqueles que compõem esta comunidade escolar.



Publicado por HELDER MARQUES às 16:18
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Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
VIDEO DO 98º ANIVERSÁRIO DO PILÃO

http://www.storage.to/get/rqL8S2oZ/Pilao_Maio_2009.avi



Publicado por HELDER MARQUES às 18:49
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Sábado, 30 de Maio de 2009
Os Alunos do Pilão estão de parabéns.....

                                                  

 

PARABÉNS MEU QUERIDO PILÃO, QUE VIVAS MUITOS E MUITOS ANOS

 

 

 

                                                                                                                                                                               

 

Helder Marques

422/86

 

 



Publicado por HELDER MARQUES às 10:57
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Quinta-feira, 14 de Maio de 2009
ANIVERSÁRIO DO IMPE

O 98º ANIVERSÁRIO DO IMPE SERÁ NO DIA 24 DE MAIO DE 2009, COM AS SEGUINTES ACTIVIDADES:

 

  • 10:00 - CERIMÓNIA MILITAR ( DESFILE NA PRAÇA D. PEDRO IV NO ROSSIO)

  • 11:00 - MISSA NA IGREIJA DE S. DOMINGOS (ROSSIO)

  •  

Já só faltam dois anos para chegarmos aos 100 .....

 

Abraço Pilónico a todos....

Helder Marques

422/86



Publicado por HELDER MARQUES às 17:25
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Sexta-feira, 10 de Abril de 2009
ACTUALIZAÇÂO DO BLOG....

 

O DANIEL JÁ ESTÁ A ESTUDAR NO PILÃO,  VOLTOU Á CASA QUE TANTO GOSTA.

"QUERER É PODER"

Helder Marques

422/86



Publicado por HELDER MARQUES às 18:55
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Sábado, 21 de Março de 2009
Reintegracão do Daniel....

 

 

Boas malta brava, segundo apurei pêlo pai do aluno Daniel, o Pilão está a meter entraves há reintegração do aluno, visto já terem pago parte da divida, e o garante do pai que paga o resto até Agosto de 2009.

 

Falando o pai do aluno com um Oficial do Pilão, esse mesmo Oficial disse ao pai do aluno que o Pilão não era a "Santa Casa da Misericórdia", todos nós sabemos que não é, ou será?

 

Mas quando o IMPE têm uma pazada de Palopes a pagar "zero", durante a sua formação e muitos deles regressam ao pais de origem, antigamente com o canudo na mão, outros acabam o 12º Ano e vão para academias militares também a custo zero, não me lixem isso ninguém vê.

 

Não é a "Santa Casa da Misericórdia", quando alunos do 2º Escalão pagam 150 euros e do 3º pagam 200 euros respectivamente, mas que rendimento perca pita é este, quando um filho de um Capitão paga a mesma mensalidade que um filho de um Cabo, 350 euros por mês, não será a  "Santa Casa da Misericórdia", quando todos nós sabemos o IMPE foi fundado com o intuito de receber filhos de sargentos e praças das forças armadas, parece ser mesmo a santa casa para alguns, vou dar um exemplo:

 

Um filho de um casal militar em que um é cabo e o outro 2º sargento paga 350 euros de mensalidade com a nova tabela aprovada de 01set2009 a 31ago2009, um filho de um Casal em que um é Major e a esposa é Juíza paga os mesmos 350 euros. Será que é a "Santa Casa da Misericórdia", ou não? É pá não me lixem, o Srº Oficial que disse isso ao pai do Daniel devia em primeiro lugar pensar nestes casos.

 

Sim é a santa casa para muita gente, ordenados avultados a pagarem 350 euros, e o desgraçado do filho do cabo ou do sargento a pagar o mesmo que filhos de Capitães, Majores etc., vêm o desgraçado do filho do Civil e lá têm que pagar por todos cerca de 600 euros com a nova tabela dantes era 650 euros, uns pagam pêlos outros.

 

Tenho muitas dúvidas que o Oficial que respondeu assim ao pai do Daniel saiba o que é o Pilão, se calhar nem sabe o que anda lá a fazer, o Pilão são os seus alunos e graduados, o resto é um complemento da mística que lá existe, os alunos são o Pilão, sempre foi e será assim......

 

Helder Marques

Ex-aluno 422/86

 



Publicado por HELDER MARQUES às 10:03
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Terça-feira, 10 de Março de 2009
VAMOS AJUDAR ESTE ALUNO DO PILÃO....

 

Pupilos do Exército expulsa aluno por falta de pagamento  

 

 

 

ANA BELA FERREIRA

 

Crise. Pais não têm dinheiro porque está bloqueado em tribunal devido a uma burla de que foram vítimas

 

 

Daniel, 15 anos, foi expulso do Instituto Militar Pupilos do Exército (IMPE), em Lisboa, no dia 27 de Fevereiro, por falta de pagamento das mensalidades. Os pais confessam que não têm, de momento, dinheiro para pagar a escola, mas defendem que isso não justifica a expulsão de um aluno no meio do ano. Até porque o casal de emigrantes diz que explicou aos responsáveis do instituto que em breve terá o dinheiro. "Estamos à espera que o tribunal desbloqueie o dinheiro que perdemos com uma burla que nos fizeram", disse ao DN Paulo Coca, pai de Daniel. que "acusa o instituto de agir de má-fé".
Questionado sobre a situação, um responsável dos Pupilos do Exército disse ao DN não ser "política do instituto divulgar estas informações".
A dívida que o IMPE quer ver saldada refere-se a este ano lectivo e corresponde a 3600 euros (dos 650 euros mensais). Até ao momento, Paulo Coca já conseguiu pagar 2100 euros. Mas, segundo o engenheiro, o instituto está irredutível e já anunciou que só deixa Daniel voltar às aulas quando estiver tudo pago.
Os pais de Daniel sublinham o esforço feito ao terem juntado 2100 euros em quatro dias. "Tivemos de pedir aos nossos pais e amigos e custou-nos muito estar a sobrecarregá-los", conta o engenheiro de Coimbra.
Paulo e a mulher ja não tinham pago alguns meses do ano lectivo anterior, mas essa situação está já a ser resolvida judicialmente e não impediu o jovem de se inscrever neste ano escolar. "Se iam expulsá-lo, porque é que deixaram que o matriculasse-mos num novo ano?", questiona a mãe do jovem.
O aluno de Coimbra, que frequenta o IMPE há ano e meio, está agora, "à beira de uma depressão".
"Não sai de casa, não fala com ninguém e recusa frequentar outra escola", conta Paulo Coca, acrescentando a mãe: " O meu filho tinha um verdadeiro orgulho em representar aquela instituição, estava lá de corpo e alma e eles fazem-lhe isto."
Emigrantes em França durante anos, Paulo Coca e a mulher decidiram regressar a Portugal, onde foram burlados num negócio, estando a aguardar o reembolso do dinheiro que investiram.
Com a garantia judicial de que vão receber o dinheiro a qualquer instante, os pais de Daniel tentaram negociar com a direcção do instituto, mas a situação foi interrompida pela expulsão de Daniel. "Ligaram-me a dizer venha buscar o seu filho porque ele já não entra na segunda-feira sem as dívidas serem pagas", lembra Paulo Coca. "Estão a prejudicar o meu filho por uma coisa da qual ele não tem culpa. Não é assim que se trata a educação de uma criança, expulsando-o a meio do ano", critica o pai do aluno.

 
in  Diário de Notícias
10 de Março de 2009

OPORTUNAMENTE SERÁ PUBLICADA CONTA BANCÁRIA SUGERIDA PÊLA ASSOCIAÇÃO DOS PUPILOS DO EXÉRCITO (APE)

 

HELDER MARQUES

EX-ALUNO 422/86



Publicado por HELDER MARQUES às 16:58
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Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008
FELIZ NATAL ...

 

FELIZ NATAL E UM EXCELENTE

 

2009

 

  BOAS FESTAS

 

 

 

feliz_natal.gif 

 

 

 

 

 

 



Publicado por HELDER MARQUES às 11:41
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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008
"Uma interpretação Sociológica”

 

 

“Pupilos do Exército:

Uma interpretação Sociológica”

 

Autor: David Pascoal Rosado (19850253)

 

 

No dia 12 de Dezembro de 2008, nas instalações da Câmara Municipal de Lisboa, Campo Grande, n.º 25, pelas 17h00, vai ser lançado o livro intitulado “Pupilos do Exército: Uma Interpretação Sociológica”, da autoria do ex-aluno n.º 19850253, David Pascoal Rosado.

Este livro tem como base a sua dissertação de doutoramento em Sociologia, aprovada com a mais alta classificação na Universidade de Évora, em 17 de Abril de 2008.

Após uma investigação morosa e profunda, a obra apresenta o trajecto social e histórico dos Pupilos do Exército, em sentido lato, desde a sua fundação até à actualidade, sendo para todos os ex-Pilões, sócios e não sócios da APE, um excelente cartão no Natal de 2008. 

 

 

 



Publicado por HELDER MARQUES às 17:46
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Domingo, 16 de Novembro de 2008
INSCRIÇÕES EM JANEIRO

As inscrições para a Iª Fase, estarão abertas no próximo mês de Janeiro.

 

 

 

 

Instituto Militar dos Pupilos do Exército
Estrada de Benfica, nº 374, - 1549-016 Lisboa
Telefone 217713827 Telefone Militar 413527
EMAIL: impe.candidaturas@mail.exercito.pt

    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Andebol

Basquetebol
Página de Conteúdos Classe de Formação de Ginástica  
Desportos de Combate

Futebol
Orientação

Remo

Remo

 

 

Tanque de Remo

Ginásio

Pavilhão 2ª Secção

Sala de Estudo

Sala de Aulas

Refeitório

Sala de Alunos

Biblioteca

Alojamentos



Piscina
 

 

PILÃO UMA VEZ PILÃO PARA SEMPRE....

 

CONCORRE A UMA ESCOLA DIFERENTE DE TODAS AS OUTRAS, UM DIA IRÁS AGRADECER A ALGUÉM POR TE TER DADO A CONHECER O IMPE.......

 

EX-ALUNO 422/86



Publicado por HELDER MARQUES às 13:34
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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008
NOVO DIRECTOR

MAJOR-GENERAL ANTÓNIO FRANCISCO ALVES ROSA é o novo director do I.M.P.E.

 

Seja bem vindo Srº General, há muita coisa a mudar, deus queira que tenha sorte, e o apoio necessário para levar o Pilão a um bom porto.

Desejo-lhe as maiores felicidades pessoais e profissionais, na qualidade de ex-aluno, faço votos para que o Pilão volte a ser uma escola de referência, tanto no ensino como no desporto e nas restantes actividades.

Felicidades Srº Director.....

 

Vamos lá ao que interessa.....

Dia da tomada de posse;

O Pilão não têm tinta branca?

Primeira fila, aluno do meio sem boné em continência há direita, foto do site do Pilão, não tinham mais fotos, teria que ser esta?

 

 

o que se passa com a Barretina do Pilão?

Enfim.......

O site do Pilão deve expor as melhores fotos e não as piores, ainda queremos comparações ao Colégio Militar.........Santo Deus.....

 

Helder Marques

422/86

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Domingo, 25 de Maio de 2008
97º Aniversário do Pilão

Parabéns a esta Escola quase secular, como foi bom encontrar aquela malta da velha guarda, o Pilão ainda não está morto como muitas vezes cheguei a pensar.

Lá estava a malta do meu tempo, com os filhos e as mulheres, como foi bom recordar aqueles velhos tempos, todos em família, o Rogério Cruz, há quinze anos que não o via, foi bom estar contigo amigo, foi uma tarde bem passada, o Professor Carlos Correia, está na mesma, a idade não passa por ele, o Ten. Neves que agora é lá professor, o Martins de 87, que têm lá o irmão, o Zacarias que se baldou, mas falei com ele ao telefone, e muitos mais que lá estiveram a dar força ao Pilão.

A moldura humana era excelente, tinha muita gente, talvez por ser domingo, tudo correu bem, como seria de esperar, marcharam com brio e atitude, a ginástica de formação com mais dois anos ou três vai estar ao nível dos velhos tempos, será no Centenário com toda a certeza que temos a especial de volta.

Fiquei emocionado ao cantar o Hino do nosso Pilão, como foi bom voltar a recordar, o que aquela casa me deu de bom, amigos para a vida, relações fortes, que numa escola vulgar é difícil de encontrar.

Vi pessoas que trabalham naquela casa há anos seguidos, eu entrei há 22 anos e eles ainda por lá estão, por isto é que esta escola é e será sempre diferente.

Chegaremos ao Centenário, com o brio e dedicação que sempre tivemos, alunos e ex-alunos, Pais, Professores, Oficias, Sargentos, Praças e Civís do Instituto Militar dos Pupilos do Exército.

Mais uma vez parabéns meu querido Pilão, se deus quiser lá estarei para o ano, a festejar o 98º Aniversário, irás contar com muitos anos, é o meu desejo e de toda a familia Pilónica.

Um salvé a todos e em especial para ti meu amado Pilão.

Helder Marques

422/86

 

 

 



Publicado por HELDER MARQUES às 18:51
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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008
VISITA AO PILÃO

Olá a todos, há muito que não aparecia por estas bandas, por questões profissionais, não tenho actualizado o meu blog, pois o trabalho hoje em dia rouba-nos a maior parte do tempo, para estarmos com a família e com quem de mais gostamos.
Mas o fim-de-semana passado lá arranjei um tempinho para visitar o meu e querido amado Pilão com a minha família, pela primeira vez levei a minha filha com oito anos há escola aonde estudei sete anos da minha vida, a minha mulher já conhecia, já foi comigo a alguns aniversários.
Quando cheguei à porta de armas, identifiquei-me dizendo que era ex-aluno e que gostava de visitar o Pilão, juntamente com a minha família, ao qual o soldado aprontou-se a chamar o Oficial de Dia, pelo qual fui recebido com grande gentileza e amabilidade, perguntou se queria que um aluno me acompanha-se na visita ao qual respondi, prontamente que não era necessário porque conhecia aquela casa como a palma da minha mão, apesar de algumas mudanças principalmente na cor do Instituto.
E assim segui com a visita, não precisei de guia para visitar aquela que foi a minha segunda casa durante sete anos.
Fiquei logo emocionado ao ver que durante o fim de semana ainda se encontra muitos alunos no Pilão, mesmo a nível de graduados e alunos mais novos, sempre bem ataviados, e com aquela “cagança” que é característica de um aluno do Pilão.
Vi que as mudanças foram significativas a nível da cor do Instituto, hoje é branco, no meu tempo era rosa, ainda assim o rosa ajudava a disfarçar a má vontade, de não sei quem, em manter aqueles muros ao pé do jardim e que dão acesso há portaria, limpos e pintados, hoje estão pretos, sujos, o branco mistura-se com uma sujidade, que nem sei de onde aquilo vinha, mesmo na fachada principal do Pilão era uma vergonha ver, tudo porco e sem brio, muros mal pintados, aquele jardim, não parece ter jardineiro desde que lá sai em 1993, o meu coração estava despedaçado, as portas que dão acesso ás cobertas eram as mesmas do meu tempo, aquelas que estão na 1ª Companhia, os bancos do pátio eram os mesmos de há 20 anos, os do jardim nem se fala, onde está o brio do Exército, em não manter as instalações por fora com limpeza e a dignidade que sempre pautou o Pilão.
Aquele tanque de remo estava medonho, aquela portaria parecia a entrada de uma casa de correcção, havia um cinzeiro de pé alto, junto há entrada da portaria, que estava cheio de beatas, com acesso há rua e tinha um mau aspecto que nem vou me alongar mais.
Fiquei triste e não comentei nada na altura com a minha mulher porque estava magoado e triste de ver como a minha escola está, pelo menos a nível exterior, estavam silvas velhas e apodrecidas, junto ao muro que faz a curva, com acesso do jardim há portaria, tudo abandonado e sem nexo, como é possível, quem será o responsável, para com a aparência e limpeza daquela escola, será que não há tinta, houve tanta para pintar toda a escola de branco, mas de quem foi esta ideia maluca, de pintar o Pilão de branco!?, andamos doidos ou quê?!, porca miséria para quem têm dirigido o Pilão.
Fiquei triste e magoado, ao ver sacos de desporto espalhado juntos há piscina e por o Pilão fora, tudo ao granel e abandono, aonde vai parar aquela escola, que se pautava pela disciplina dura, o comportamento cívico, o asseio e a limpeza da escola era essencial, a culpa não é dos alunos, pois eles não limpam, nem andam a pintar a escola, era o que faltava com as mensalidades que pagam, caia o Carmo e a trindade.
Aonde vais parar meu querido e amado Pilão, tanta história tens nessas paredes, paredes essas que tem alma, que viram crescer meninos, que hoje são homens, tem filhos, e muitos já com netos, que vergonha levar a família a visitar a minha antiga escola, nunca pensei te ver assim, estás velho e acabado, ninguém te tem medicado para sobreviveres a atentados que te têm feito, querem te ver morrer, mas com a alma que tens dentro de ti e ainda com alunos há altura do teu nome, que nesse dia bem os lá vi, bem ataviados, aprumados e sempre com o seu sentido de disciplina, eram alguns longe dos pai ao fim de semana, mas sempre com um sorriso nos lábios a receber um ex-aluno que estava magoado de ver o que viu, meu querido e amado Pilão se não fossem os alunos e ex-alunos já estarias enterrado, e dai saia um brutal empreendimento, que de paisagem e localização não falta, para os ricos desfrutarem, da mata de Monsanto, e da sua bela vista, porque te querem mal, a ver vamos, se essa gente que quer acabar contigo, não morre primeiro, com o veneno que estão a depositar em ti.
Espero que vivas mais 500 anos, não será fácil, mas com ex-alunos e alunos venceremos a lutar para que não morras.
“Querer é Poder”
Ex-aluno Helder Marques
422/86
 
   
     

 



Publicado por HELDER MARQUES às 20:09
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Sábado, 12 de Janeiro de 2008
As Janeiras foram cantadas ao Presidente da República pelos grupos corais das Escolas Militares

http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/Cavaco+Silva+ouve+as+Janeiras.htm

 

 

Esperamos que o nosso Presidente olhe bem pêlo Pilão e não o deixe cair!!!!!

Foi muito bonito ver as três escolas juntas, matei saudades, há muito que não os ouvia cantar.

 

Fica aqui uma sentida saudação para o Colégio Militar e o Instituto de Odivelas.

 

E que o Pilão entre bem no ano para ver se consegue sobreviver, mostrar a quem lhe fez mal que está vivo e de boa saúde.

Viva o Pilão.

Bom ano para ti, foste e serás sempre a minha casa de eleição.

Como te amo, e que saudades eu tenho de tudo o que lá passei, força não desarmes que nós cá fora também não. 



Publicado por HELDER MARQUES às 18:25
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Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007
FELIZ NATAL

 

 

A TODOS OS MEUS LEITORES E COMENTADORES UM SANTO NATAL E UM BOM ANO NOVO

QUE O PILÃO DURE MAIS 500 NATAIS

 

 

CITANDO ALGUÉM QUE TODOS CONHECEMOS

"UM DIA TIVE UM SONHO"

UM MUNDO SEM GUERRA

UM MUNDO MELHOR

COM MAIS IGUALDADE

E COM ESPERANÇA

QUE EM 2008 TODOS TENHAMOS NOS LÁBIOS O SORRISO DESTA CRIANÇA

QUE A IGUALDADE IMPERE SOBRE A HUMANIDADE

 

HELDER MARQUES

 

 



Publicado por HELDER MARQUES às 18:53
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Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007
Jantar Comemorativo dos 20 Anos de entrada no Pilão 1987

 

 

ESTÁ A VOTAÇÃO A DATA DO JANTAR COMEMORATIVO DOS 20 ANOS DE ENTRADA NO PILÃO DA MALTA BRAVA DE 1987, É VOTAR RESPONDENDO AO E-MAIL ENVIADO PELO DAVID CORREIA PARA O FORUM PILÃO.

AQUI SEMPRE AJUDA A DIVULGAR O EVENTO.

ABRAÇO A TODOS

Oi,

após várias tentativas para nos juntarmos com o objectivo de nos vermos e
também de comemorarmos os nosso 20 anos de entrada no pilão, aqui vai a
versão final.

Proponho-vos duas datas a serem votadas por cada um, das quais vencerá a
mais votada globalmente.

   sexta-feira dia 7 de Dezembro de 2007
   sexta-feira dia 14 de Dezembro de 2007

Neste contexto agradeço que:

1º Difundam a mensagem por todo o pessoal com que tiverem contacto (dado
que só tenho os emails dos destinatários acima) que tenha entrado em 1987 e
que independentemente da data em que entrou, tenha terminado o curso com a
malta de 1987. Importante para ninguém se sentir à margem.

2º Que o pessoal de Contabilidade confirme a presença ao Pico
(victorkorreia@msn.com), respondendo a este e-mail sobre qual das datas
mais lhe convém, que a malta de Máquinas o faça para mim e que s.f.f. o
Armando Nascimento centralize com o pessoal de Electro (Galvão e Bélélé). É
importante na medida em que nem todos os dias vejo emails e com os de
trabalho a gestão tornava-se difícil. Posteriormente os três veremos o
consolidado da votação.

3º Que as respostas sejam dadas no limite até à próxima sexta-feira 24 de
Novembro de 2007.

No dia 30 de Novembro, voltaremos (Pico - Contabilidade, Eu - Máquinas e
Nasci - Electro) a enviar-vos e-mail a comunicar a data mais votada, bem
como o local e hora do jantar.

Por último dizer-vos que a hipótese almoço no pilão ficou gorada, quer por
falta de tempo e voluntários para coordenar todos os aspectos inerentes à
organização com a APE, quer por algum distanciamento e complexidade do
processo por parte da APE. No entanto considero que seria a versão mais
simpática. Há muito tempo que não vou ao Pilão e regressar lá convosco,
seria certamente especial.

Abraço e até breve.

David Correia



Publicado por HELDER MARQUES às 19:12
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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007
INTERNO OU EXTERNO?

Na minha opinião fica aqui bem claro porque o PILÂO está a morrer, e se o Colégio Militar não se põe a pau vai pelo mesmo caminho, o PILÂO está quase morto porque um numero substancial de alunos do IMPE são externos.  Aqui fica um testemunho para perceberem que o internato deve imperar no PILÂO. Temos que aprender com os outros, o CM, têm vindo a evitar receber candidaturas de alunos que querem ser externos.

Este testemunho foi retirado do site da AAACM. 

Testemunho do Srº João José Brandão Ferreira -  TCor Pilav (Ref)

O Colégio Militar para alunos externos?

“Quando não se sabe para que porto se navega
nenhum vento é favorável”

Séneca



   Consta por aí que querem transformar o Colégio Militar (CM) em externato.
   Se isso for para a frente terão também que lhe mudar o nome, pois acabaram de o matar.
   Justamente, o que faz o CM é o internato. E já é assim desde 1803. Parece que não correu mal …
   Porque pretendem fazer isto?
   Porque não há candidaturas suficientes, dizem.
   E, mais uma vez, à má maneira portuguesa vai-se atacar efeitos em vez de causas.
   Não me permito assumir, não ter havido já muita gente a pensar sobre isto.
   Houve-as certamente mas, talvez, tenham ido pelas razões mais fáceis e por razões economicistas.
   A ideia mais fácil é assumir que a “sociedade” mudou muito e que os jovens têm muitos “apelos” exteriores ao Colégio.
   As teorias economicistas têm a ver com tecnocracias várias que apenas equacionam o “deve” e o “haver” em termos do vil metal. Não entendem nada como investimento para o futuro e são alheios a questões do espírito – que são as mais importantes, mas não são contabilizáveis!
   A sociedade mudou (está sempre a mudar), é um facto incontestável e, por isso, nós devemos adoptar novas tácticas, técnicas e métodos. Mas sem pôr em causa objectivos e princípios. Ora é exactamente isto que está em causa.
   Além disso a sociedade nem sempre muda para melhor. Tenho até sérias dúvidas que o que se passou nas últimas décadas tenha, no cômputo geral, uma margem positiva.
   Deste modo permitir o externato só porque a sociedade se tornou mais apelativa ou os jovens já não quererem sujeitar-se a determinadas regras, não me parece uma adaptação razoável aos tempos; assemelha-se mais a uma inaceitável abdicação de propósitos.
   O laxismo venceu mais uma vez …
   O que há a fazer não é nada disto; não é entrar pelo campo do facilitismo.
   O que há a fazer é interrogarmo-nos porque é que o Colégio de Eton não muda os seus standards; as universidades de Oxford e Harvard não precisarem de fazer propaganda para terem candidatos e haver colégios militares no Brasil e EUA, por exemplo, que não deixam de ser internatos.
   O que há a fazer é assumir publicamente as virtudes do CM; desintoxicar a opinião pública dos ataques continuados à Instituição Militar e já agora a tudo o que é Instituição nacional; valorizar o que o CM tem de bom e único e que não se pode obter na tão famigerada “sociedade civil”; e, sobretudo, manter um ensino de excelência e níveis elevados de aferição. É que, ao contrário do que pode parecer a maioria das pessoas dá valor ao que tem valor e ao que é difícil. Não ao que é fácil.
   Há muita coisa errada em Portugal e no mundo, mas não deve ser por isso que nos vamos juntar aos erros. Não devemos ceder nos princípios para poder colher nas conveniências; vogar ao sabor de modismos passageiros pondo em causa o trabalho de muitas gerações passadas e comprometendo o devir das gerações futuras. Incerto, será sempre o provir!
   O internato é o ventre onde se forma a alma do CM.
   O internato é o fulcro da passagem de testemunho do espírito colegial; o altar das tradições e das praxes; permite a latitude temporal para aprofundar a vida académica; é o expoente da vivência ordenada (a ordem liberta mais do que oprime…), permite uma melhor preparação de cerimónias e festividades e é o cadinho onde se aprofunda o convívio e se forjam laços para toda a vida.
   Finalmente, todo este dia a dia entrosado com o rico legado de dois séculos de existência como instituição educacional e patriótica de sucesso, gera uma mística que marca profundamente os alunos, mas não são só estes, pois toca em todas as famílias, professores, instrutores e empregados civis, que estejam ligados ao CM.
   Em síntese, acabar com o internato é destruir o espírito colegial que perdura no espaço e no tempo e representa um elo indestrutível entre todos os meninos da Luz. E também entre estes e Portugal.
   Vai-se trocar tudo isto porquê e para quê? Se hoje se contesta o internato, porque é que amanhã não se porá em causa as formaturas, o uso de armas, os uniformes?
   É necessário que as chefias militares reflictam bem sobre o que está em jogo e não cedam à tentação de dar tiros nos próprios pés.
   Deixo-vos com Hipócrates (460-374 A.C.):
   “Há verdadeiramente duas coisas diferentes: saber e crer que se sabe. A ciência consiste em saber; a ignorância consiste em crer que se sabe”.


João José Brandão Ferreira
TCor Pilav (Ref)

 



Publicado por HELDER MARQUES às 19:52
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Sábado, 27 de Outubro de 2007
O ESTADO DO IMPE

 

O IMPE sempre foi uma casa de eleição, com tradições quase centenárias e que deve manter todas as suas tradições adaptando-se ao tempos de hoje. E não andar com modernices para um dia vir a ser uma escola da "maria caxuxa".

Estas são algumas opiniões pessoais e não têm qualquer critério de preferência.

Se estas normas fossem aplicadas ao longo dos anos o Pilão não estaria como está.

 

  1. O internato deve vigorar nos tempos de hoje e sem excepções para qualquer aluno.
  2. As candidaturas ao IMPE devem ser só para o 5º ano de escolaridade e não para todos os anos do 5º ao 12º anos.
  3. Não devem ser admitidos candidatos femeninos.
  4. Os graduados alunos devem ser, como sempre foram a base da Instituição e terem um relacionamento estreito com os professores, oficiais, sargentos, praças e civis que prestam serviço no IMPE.
  5. Os professores devem dar aulas no Pilão por um periodo minimo de 6 anos seguidos de forma a entender os valores, tradições e funcionamento da escola afim de se aperceberem como funciona a Instituição.
  6. O IMPE deve ter um Regulamento Interno do Aluno,  os alunos não devem  ser abrangidos pêlo RDM, porque não são militares.
  7. Os alunos quando vão de licença devem sempre usar a farda de saída e não a farda interna, como já se vê nos tempos de hoje em transportes publicos, alunos com a farda interna e são confundidos com GNR´s em miniatura.
  8. Os alunos mais antigos e principalmente os graduados são responsáveis por incutir nos mais novos, os valores da escola a sua história e suas tradições, como também ser um bom cidadão, ter  respeito pêla pátria, pêla familia e pêlos camaradas que coabitam com eles, devem também e têm essa obrigação de ajudar os mais novos nos trabalhos escolares e duvidas que tenham sobre a escola.
  9. Os alunos graduados devem ter uma boa relação com os encarregados de educação dos alunos mais novos.
  10. A Direcção não pode interferir em tradições do IMPE que são quase centenárias, os alunos é que entendem se as devem praticar ou não.
  11. O IMPE  deve ser tutelado pêlo MDN.
  12. O IMPE deve ter a mesma atenção do MDN, como têm o Colégio Militar.
  13. O IMPE não deve mudar o seu nome.
  14. O IMPE deve voltar a ser cor de rosa e não branco.
  15. O IMPE têm  que ter em média 400 a 500 alunos.
  16. O IMPE deve baixar as suas mensalidades, e melhorar todas as suas estruturas.
  17. O IMPE deve voltar a desfilar na Avenida da LIberdade.
  18. O IMPE deve e têm que aparecer nos meios de comunicação social, pêlas melhores razões.
  19. O IMPE têm que estar nas primeiras cinquenta escolas do Ranking.  
  20. Os professores devem ter orgulho de dar aulas no IMPE.
  21.  A direcção deve estar vocacionada para dar as melhores condições aos alunos, defender a escola, e não pensar que faltam 2 anos para acabar a sua comissão, o IMPE é uma escola diferente, não pode ser comandada por pessoas vulgares, essas pessoas têm que ser diferentes também.
  22. O CEME deve olhar para o IMPE como olha para o CM e o IO.
  23. O CEME não deve ter poder para congelar as vagas de admissão ao PIlão, deve essa ordem vir do Ministro da Defesa Nacional, por isso deveriamos ser tutelados pêlo MDN.
  24. O Hino do Pilão deve ser incutido aos alunos nos primeiros dois meses de adaptação, tenho conhecimento que há alunos no 7º ano que não sabem de cor o hino do PILÂO.
  25. A APE deve ser uma associação vocacionada a ajudar a resolver os problemas dos alunos em primeiro lugar e depois os problemas dos ex-alunos, a APE deve manter uma relação sólida com a direcção e o corpo de graduados e os próprios alunos.
  26. O aluno do IMPE não pode, nem deve nunca difamar a sua escola, se não gosta de lá andar vêm para a rua.
  27. Os graduados devem ser escolhidos por antigos graduados e a direcção não deve interferir em nada, muito menos os professores
  28. O desporto de alta competição têm que regressar ao IMPE.
  29. Os ex-alunos devem aparecer em massa no dia do seu aniversário.
  30. Os ex-alunos são a prova viva de que o IMPE, pode vir a ser nos tempos modernos o que foi em tempos mais remotos.
  31. O aluno do IMPE deve ter gosto e orgulho em vestir a sua farda, não é como agora que as fardas são feitas de qualquer maneira e nem são ajustadas ao corpo de cada aluno.
  32. Quando a entrada dos alunos novos, a direcção deve receber os pais com o corpo de graduados, e efectuar uma palestra sobre a instituição, com a sua história e explicar o que é o IMPE e para que serve, isso hoje em dia não acontece.
  33. A APE em sintonia com a direcção deve divulgar a escola nos meios de comunicação social, se não conseguirem, os reponsaveis pela APE e os seu cordenadores devem ir ao arquivo histórico do Pilão, que têm muitas gravações dos nossos desfiles militares, da ginástica do coro, das aulas ministradas etc, tudo que seja relevante e por esses mesmos filmes a rodar na internet.

POR FIM TEMOS QUE PERCEBER QUE SE O PILÃO FOR ABERTO AO REGIME EXTERNO, O PILÃO VAI MORRENDO MUITO DEVAGAR, PARA QUE SÃO PRECISOS OS GRADUADOS SE NÃO HÁ LÁ ALUNOS A PRENOITAR?

SE FOREM EXTERNOS BASTA HAVER UM CHEFE DE TURMA E A COISA ESTÁ RESOLVIDA

O REGIME INTERNO TORNA O PILÃO MAIS UNIDO E MAIS  MADURO......

  

Helder Marques

422/86



Publicado por HELDER MARQUES às 13:55
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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007
Esclarecimento...

 

 

 

 

Boas Camaradas, amigos, e companheiros, venho pedir desculpa aos meus leitores e comentadores pelos erros ortográficos dados em post´s que tenho criado, é que escrevo com muita emoção e com o coração e esqueço-me do verdadeiro português que deve ser bem escrito e falado.

A todos as minhas sinceras desculpas, vou tentar melhorar este aspecto.

Saudações Cordiais a todos, e obrigado pelas visitas.

Helder Marques

422/86



Publicado por HELDER MARQUES às 18:26
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Sábado, 20 de Outubro de 2007
E ASSIM VAI A NOSSA ESCOLA.....

 

Temos que mudar muito se quisermos sobreviver, mais uma vez venho há carga, os alunos do Colégio Militar divulgam videos com grande envergadura sobre eles, actividades desportivas, intelectuais e militares com grande pompa e circunstância, os alunos Pilões metem isto cá para fora, acabem mas é com um Estabelecimento que já está podre, é que isto já cheira mal, será que o aluno em questão não sabe filmar uma parada militar do Pilão e pôr o video na net, ou uma actividade desportiva, não ele pensou melhor e achou que para divulgar o Pilão isto seria muito benéfico,  e assim vai o PILÃO.....

 

Helder MARQUES

422/86



Publicado por HELDER MARQUES às 16:50
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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007
O LÍDER!

 

Sim, quem seria o ultimo moicano Comandante de Batalhão com raizes e comportamentos associados ao modelo antigo do nosso Pilão?

Na minha opinião e volto a frizar que esta é somente a minha opinião, o Comandante de Batalhão em que eu acho que foi o ultimo moicano foi no ano lectivo de 1991 e 1992 o Comandante na altura era o Melas, espero não estar enganado nas datas, o Melas tinha o sentido do dever pilónico era um Comandante a sério, respeitado apesar da sua estatura pequena, tinha a admiração de todos os alunos, era respeitado, tanto por professores, alunos e demais Militares da Guarnição do Pilão, mas depois em 1992 e 1993 foi empossado um Comandante de Batalhão que só pensava em formar-se e ver-se livre depressa daquilo, não tinha espirito de líder nem sequer de comandar 2 alunos quanto mais um Batalhão Colegial, dava-se ao luxo de estar a acabar a sua vida pilónica e andar com o capote de o aluno mais novo quando estava frio, o pai do mais novo investiu o seu dinheiro no capote, que na altura não era barato para que o filho não passa-sse frio, e vêm uma besta daquelas nas formaturas de manha a usar o capote que não era dele, durante um ano lectivo, se o pai não tinha dinheiro que passa-se ele o frio, logo ai se via que não sabia liderar, o nome do alegado Pilão não sei mas a alcunha era o PANDA, tinha uma cabeça enorme, não sei se era inteligente ou não, o que ele queria era acabar o curso e não se preocupava com os problemas do internato, ouvi o Panda dizer no quarto 7 da 4ª Companhia que se estava a cagar para o Pilão e que não dava a cara por ninguém, queria era formar-se e ver aquilo pelas costas, se era assim declinava o convite para ser comandante de batalhão, era aluno externo ou um graduado com pouco relevo, tinha enormes defeitos como líder, não se assumia perante os oficiais, era cobarde e mau camarada, não tinha o espirito de camaradagem, só pensava nele. Comandantes como o 214-Cruz, 7-Correia, 235- Caramelo, o Melas o Magro mais antigo que estes todos, estes sim eram Comandantes de Batalhão por excelência, por isso acho que o ultimo moicano foi o Melas, com o espirito antigo e invejável que o Pilão tinha até aquela altura.

Contudo não posso dar a minha opinião do que se passou para depois de 1994, não estava lá já tinha saido, mas acredito que a malta liderada pêlo Comandante Batalhão David Correia se portou há altura, porque estes foram liderados enquanto pequenos por graduados de excelência.

Temos que nos convencer que há certas gerações de alunos mais velhos que ajudam a afundar o Pilão, serão mal formados, porque os formaram mal? o problema não sei explicar, só sei dizer que serão ex-alunos frustrados, porque ao ano a que me refiro nenhum aparece no 25 de maio, têm rancor há casa que os criou, esse Panda nunca lá aparece, formou-se e depois pirou-se......, será que os graduados deles foram assim tão maus?

Helder Marques

422/86  



Publicado por HELDER MARQUES às 20:03
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Domingo, 7 de Outubro de 2007
PUPILOS DO EXÉRCITO - PELOTÃO AUTO COMANDADO
Enquanto esta chama existir o Pilão nunca pode acabar, um salvé a todos.
Vamos ter esperança, e muita fé, que uma dia vamos estar todos nos 100 anos do Pilão, já não falta muito.
Helder Marques
422/86
 



Publicado por HELDER MARQUES às 16:00
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Sábado, 22 de Setembro de 2007
O Resumo perfeito de um ex-aluno que entrou no ano em que nasci...

 

 

Penso que mais não há a dizer com este comentário brilhante de um ex-aluno que entrou em 1976 ano em que nasci, entrando eu para o Pilão 10 anos depois em 1986, tudo o que diz este ex-aluno se enquadra nos pensamentos de muitos Pilões de gerações mais modernas, penso que os de 1996 e os de 2006, também pensam assim, é de frizar também que o Colégio Militar têm 10 alunos externos e só este ano é que houve externos no CM, é de frizar também que eles têm cerca de 421 alunos e nós no Pilão temos apenas cento e poucos, é com tristeza que penso, que quem esteve a gerir o Pilão nestes ultimos anos o deixa-se cair na rua da amargura, uma Instituição tão nobre e com tantos valores dados há sociedade.

 

Sofio, forte abraço deste ex-aluno de 1986, (Helder Marques) peço-te desculpa, mas tomei a liberdade de publicar no meu Blog o teu comentário feito no Forum do Pilão......

 

 

Aqui fica o resumo feito pêlo Pilão de 1976...

 

Não devia, nem estou motivado a escrever outra vez, mas a questão é tão evidente que lá vai, e vai ser uma seca, pelo que aconselho a sua leitura até ao fim:
 
Aviso, desde já, que não irei mais responder ou contrapor qualquer mensagem que tenha por objectivo manter diálogos, triálogos, tetrálogos, pentálogos, hexálogos, heptálogos....ou outros álogos !
 
Bom,
 
vamos lá recapitular:
 
Primeiro o Nabais vem a público expor uma situação inacreditável.
 
(...)preciso duma farda e ninguém empresta...para um moço que vai ingressar no 10º ano, no Pilão (situação caricata e inaceitável, sem dúvida).
 
Depois o Neiva vem com apoio profundo do coração, e que só te fica bem, ò 190.
 
A seguir eu intrevenho e dou algum desabafo.
 
O Neiva não gosta e diz que eu estou confuso!!!
 
Veja-se o mail original abaixo... e a conclusão é imediata.
 
Não sei se já estavas na Belmar, ehehe, mas:
 
Dizes que não falas na SIC e é a primeira coisa que referes !!
 
Falas em alunos Militares ???? que não sei o que é em relação ao Pilao (isso é nas Academias) !!   
( andamos há décadas a dizer que o Pilão é uma Escola Militar de Ensino e não uma Escola de Ensino Militar.
 
Falas em Ensino Militar ??? que também não sei o que é em relação ao Pilão. Insisto em Escola Militar de Ensino.
 
O Prós e Contras....nem comento...basta relembrar o episódio do Nuno Markl e ler os comentários feitos na internet por cidadãos comuns para se perceber que o resultado seria mais que negativo para o Pilão.
 
Mas pronto, nada disto é importante quando a causa é muito mais elevada.  (Nada de ressentimentos pessoais, ò Makay ? Amigos como sempre, e é a falar (teclar, neste caso), que a gente se entende, e agora passo a falar para todos.
 
Relativamente à minha opinião, tenho apenas a dizer que a mantenho, acrescentando que, quando digo que o Pilão (tal como o conhecemos), morreu há já algum tempo, não querendo com isto dizer que não venha a ressuscitar !!
 
Parece que a Malta ainda não percebeu que o Pilão não é propriedade nossa.
 
Não é verdade que o Pilão foi fundado em 1911, pelo Estado Português?
 
Também é verdade que o Pilão pode ser encerrado em 2008 ou em 2080 pelo Estado Português..., ou não ???
 
Ah..., mas custa muito porque tem uma grande tradição e por lá passaram várias gerações, etc...
 
Claro !
 
Mas se quem manda, decidir encerrar...ENCERROU !
 
Dói, Custa, e dá lágrimas... mas se assim for, e se foi entendido por quem é o Dono ??!!!... há pouco a fazer, admita-se duma vez por todas (embora haja sempre alguma coisa a fazer, claro).
 
Para quem tem alguma memória fresca, e se a minha não me falha, relembro que os "COMANDOS" foram Extintos por alturas do Ministro da Defesa, Dr. Fernando Nogueira, e foram fundidos com os "PÁRA-QUEDISTAS", tendo sido integrados numa só força denominada Tropas Aerotransportadas, não se lembram?
 
Se adaptarmos ao Pilão, é quase o mesmo, como se nos fundíssemos com o Colégio Militar.
 
Então, se extinguir uma Tropa de Elite como os "COMANDOS" e os "PÁRA-QUEDISTAS", com toda a sua enorme tradição e mística, aconteceu sem grandes ondas...
 
...qual será o problema de o Estado extinguir o Pilão, que é apenas uma Escola, e que muito menos gente conhece e a maior parte é contra a sua existência, alegando soldadinhos de chumbo que o povo paga, e sem saber para que servem (por falta de informação, claro)????
 
Este é o melhor exemplo.
 
É façílimo.
 
Isto é APENAS um raciocínio lógico para a Malta acordar.
 
Agora, os "COMANDOS" tornaram a existir recentemente.
 
Já há, e já houve "COMANDOS", tanto no Afeganistão como em outros teatros de guerra, em missões de Paz de altíssimo risco....cá estão Eles outra vez, Valorosos e Destemidos como sempre, a representar a Pátria!
 
Porquê, e como ressuscitaram os "COMANDOS" ? Isso não sei...mas cá estão !
 
Ora, só quero dizer com isto, que o Pilão tanto pode evaporar-se repentinamente, assim como pode ressurgir vigorosamente, com a pujança inerente, que lhe permita regressar à função e importância que sempre teve na sociedade, ainda não há muitos anos.
 
O lugar do Pilão está em aberto na sociedade e é urgente que torne a ser preenchido, pelo menos a meu ver.
 
Claro que o Pilão ainda existe...claro que os actuais Alunos estão carregados de valores Pilónicos, agora ainda mais unidos, devido aos problemas que enfrentam.
 
Mas são muito poucos, e lá, não têm quase nada do que a generalidade dos Ex Alunos tiveram...mas lá estão...encarando um futuro pouco promissor para aquela Escola, mas sempre fiéis á mesma, e totalmente esperançados.
 
Como já disse, os Ex Alunos pouco podem fazer, nomeadamente quando a corrente contrária é muito forte, mas podemos, para já deixar opiniões e ideias, e tentar aplicá-las na prática.
 
Insisto no Modelo que o Pilão sempre teve (pelo menos até aos anos 80/90).
 
Ou seja, Internato até ao 12º ano, Cursos Superiores Mistos (internos ou externos), mas agora com Licenciatura, como é obvio.
 
Não me venham com tretas de adaptação aos tempos modernos.
 
Qual adaptação?  Adaptação a quê?
 
As Escolas já foram inventadas há uns séculos e mantêm-se na mesma:
 
Escola   =   Alunos (para aprender) + Professores (para ensinar) + Matéria (para dar) + Actividades Extra-curriculares (para descontrair e enaltecer a escola, quando as há).+ Instalações (para funcionar).
 
É só isto !!!  Simples, não é!!
 
Quando muito adaptam-se as matérias ou diversificam-se os cursos!
 
Qual é a dúvida?? Insisto, qual é a dúvida??
 
Que adaptação aos famosos "Novos Tempos" é que é preciso fazer para o Pilão sobreviver???
 
Comprar computadores e ter Internet nos quartos e nas Camaratas??      Então Comprem-se!!
 
Tem, (agora é claro que não tem todas) mas devia ter, todas as anteriores permissas para ser uma Escola exemplar como sempre foi.
 
A diferença é que se dorme lá, anda-se fardado e tem-se alguma instrução Militar.
 
Somos cerca de 10 Milhões de Portugueses e desde que o Pilão existe sempre fomos cerca disso.
 
No meu tempo, o Pilão comportava 400 ou 500 alunos.
 
Já repararam na porporção??
 
Há e há-de haver sempre pais que querem pôr os seus filhos em Escolas deste tipo, como em todo o Mundo.
 
Acham que se o Pilão ressuscitasse nos moldes que sempre teve não teria candidatos?
 
Ah, os tempos são outros...quais outros??
 
Então já não é preciso estudar para ser alguém na vida?
 
Então..., actualmente, eu não punha um filho numa Escola, que me garantisse um ensino de qualidade superior, com actividades extra-curriculares interessantes, bem alimentado, com funcionários competentes, boas instalações, com a mística inerente, e que saísse de lá Licenciado ao fim de 13 ou 14 anos escolares, mesmo que dormisse lá?
 
(para os mais cépticos, relembro que o CM só vai até ao 12º ano)
 
E que ainda por cima tinha algumas vagas reservadas nas Academias Militares e de Polícia para quem estivesse interessado??
 
No dia de HOJE, falo disto HOJE.
 
Claro que Punha, Punha eu e muitos mais !
 
Só que o que existe hoje não é nada disso.
 
Claro que não há candidatos...ora, se nem fardas há á venda e se as camaratas estão a cair, e nem sequer não há Especial...!!!??
 
E ainda dizem que o Pilão não morreu???!!
 
Se a tutela assim o desejar, é fácil ressuscitar o Pilão.
 
A questão está em Estimular a tutela nesse sentido.
 
Até dava lucro...
 
Deixemo-nos de adaptações que porventura só levarão ao abismo.
 
Sei que a seca está a ser grande e muito mais haveria para dizer.
 
Trata-se apenas de uma opinião, que bem sei terá apoiantes e discordantes, como sempre e como em todo lado, mas...vale a pena pensar nisto.
 
Reitero que não vou alimentar os tais ..álogos ditos ao início, apenas comentarei ideias construtivas, peço desculpa.
 
Termino afirmando que é claríssimo que podem contar comigo para fazer prevalecer o que disse, a quem de direito e nos locais adequados.
 
Grande Abraço a Todos
Sofio
436/76


Publicado por HELDER MARQUES às 09:32
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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007
O PILÃO E AS FARDAS DOS MAIS NOVOS......

 

 

 

Nem dá para acreditar, o pai já pagou a farda do filho, e o filho por incrivél que pareça não têm que vestir para sair do Pilão, só se for há civíl....
Será que quem faz as fardas para o Colégio Militar, não faz para os Pupilos?
Será que a gestão do Colégio Militar é melhor que a dos Pupilos?
Será que os Oficiais que lideram o Pilão serão mais fracos e têm menos poder do que os do Colégio Militar?
Será que os Oficiais que vão para os Pupilos prestar serviço, não os querem nos quarteis do Exército?
Será que a incompetência no Pilão demora tanto a ser apagada?
Será que é benéfico para o Colégio Militar que o Pilão esteja neste estado?
Será que por não haver fardas para o Pilão não será melhor fazer uma fusão entre os dois estabelecimentos?
Será que temos que ser sempre o elo mais fraco no meio desta merda?
Já chega.... De uma vez por todas tomem decisões concretas e com raciocinio lógico.
Um pai investe uma pipa de massa para por o filho no Pilão e leva com esta, paga uma farda que nem se quer, dão ao filho a tempo e horas....
Que vergonha, quem será que está a gerir o Pilão?
TEXTO RETIRADO DO FORUM DO PILÃO
Chegamos ao ponto de não haver tecido para a farda  dos putos que vão para o Pilão.
Tenho um sobrinho que vai para o 10º ano e outro que vai para o CM.
O CM tem tudo pronto e arranja fardas de todos os tamanhos e vendem tudo ou quase tudo para o enxoval no Colégio.
Para o Pilão existe uma loja que faz as compras e que vende depois aos putos.
Conclusão .... está tudo no fim................. será?
O que eu peço é que me arranjem uma farda para um puto de 15 anos de 73kg, tamanho entre 48 50 ou 52, para que no 1º fim de semana saia fardado.
O pai do puto já pagou as fardas, mas só tem a farda de saída lá para Novembro, (uma vergonha),quem tem farda que possa emprestar ao puto que por sinal é o 207/2007, o mesmo nº do tio de 1960
Rapaziada conto convosco
Saudações pilónicas
1960/207"
 


Publicado por HELDER MARQUES às 21:56
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Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007
O ANIVERSÁRIO

 

25 DE MAIO

ANIVERSÁRIO DO IMPE

É esta a data mais importante dos Pupilos do Exército; é quando os alunos desfilam na Avenida da Liberdade ou em anos mais recentes no Mosteiro dos Jerónimos.

Os dias que antecediam aos desfiles eram cheios de treinos para que tudo corresse bem, os treinos eram dolorosos, por vezes cansativos, mas o espirito era elevado, só de pensar nas familias a ver-nos marchar e nas altas patentes a presidir há cerimónia, o entusiasmo era positivo....

Lembro-me como se fosse hoje o meu primeiro 25 de maio, o desfile foi na Avenida da Liberdade, era um domingo se não me engano, estavamos eufóricos, com 10 anos e marchar com uma arma era para nós brilhante, sentiamo-nos ums homenzinhos, claro que para os graduados e alunos mais velhos era simplesmente fácil, já estavam habituados.

Agora começo a pensar, e chego há conclusão que devemos aproveitar estes dias ao máximo, só se realizam uma vez por ano, no decorrer da formação do Pilão existe por aluno 11 desfiles no máximo, isto se o pessoal frequentar o curso superior; com isto quero dizer aos alunos que visitam o meu blog, para aproveitarem ao máximo o 25 de maio, é uma experiência inédita, que só quem a vive é que sabe, e imagino o que será o ultimo desfilepar um aluno, deve ser doloroso.

Por isso peço ao alunos do Pilão que aproveitem ao máximo o aniversário, para que um dia não se recordem com mágoa, de todos aqueles 25 de maio que passaram e não foram bem aproveitados.

Aproveitar bem o aniversário do Pilão não é só ir para o desfile com "cagança" e mostrar o que somos na realidade, é também os dias que antecedem ás cerimónias. os treinos, os graduados a comandar os Pelotões e as Companhias, ver o Comandante de Batalhão a liderar todo o pessoal que é sempre uma referência para todos.

É também recordar aquelas noites sem dormir que antecedem ao aniversário, a preparar as fardas, engraxar os sapatos, olear os botões da farda, pentear o penacho, por as medalhas etc.

É também recordar as praxes que se juntam pêla noite dentro, cantando o hino do Pilão ás duas e três da manha, ver um punhado de graduados entrar por uma companhia a dentro e levantar cerca de 100 alunos, estar tudo ensonado a olhar para eles, e pensar que um dia queriamos ser como eles, e chegar lá, uns ter o laço e outros ir para as academias, isso é que nos dava força para lá viver e estar.

É também recordar as namoradas a visitar o IMPE e ver o pessoal na ginástica, no Karaté e nas mais diversas modalidades desportivas e culturais, é recordar também, que na tribuna estava sempre representado o Colégio Militar, os nossos eternos rivais, e mostrar que eramos melhores.

É recordar aqueles ex-alunos a gritar o grito do Pilão, enquanto nós com galhardia desfilavamos, é recordar aqueles ex-alunos e olhar para eles com admiração, e sentir que um dia podiamos lá chegar.

Como isto tudo era bom, e num só dia; muito mais falta aqui frisar, coisas que só ficam para nós e cada um tem o seu sentimento para as guardar.

Só estando lá é que se sabe o que é o 25 de maio, nenhuma outra escola a não ser o Colégio Militar e o Institudo de Odivelas têm aniversários com tantas emoções num só dia, penso que muitas não terão aniversários, não têm estofo nem história para isso, nós temos história e provas dadas, fecham-se tantas escolas no país, mas esta já aguentou quase cem anos e vai aguentar muitos mais.....

E por este dia ser uma vez por ano, devemos todos aproveitar, e aqui deixo um recado, a todos os ex-alunos, podemos recordar este dia do ano e ir ao aniversário do Pilão apoiar os alunos, dar o grito do PIlão, falar com os mais novos, ir com a Barretina no peito, e dizer que o Pilão não está morto com os seus ex-alunos, digo isto porque no ultimo aniversário os ex-alunos contavam-se pêlos dedos, uma vez por ano, não custa nada, falta-se tantos dias ao trabalho por coisas insignificantes, isto é um dia com nobreza, é  visitar a casa que foi nossa, durante alguns anos, que nos educou, e lançou para a vida como homens........

APROVEITEM E GOZEM O 25 DE MAIO, COMO EM TEMPOS SE APROVEITAVA E GOZAVA-SE O 25 DE ABRIL.

Helder Marques

Ex-aluno 422/86  

 



Publicado por HELDER MARQUES às 00:02
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Quarta-feira, 22 de Agosto de 2007
O RESPEITO PÊLO EX-ALUNO E A INSTITUIÇÃO

 

 

Gostaria de partilhar convosco uma pequena história que se passou num transporte público a algum tempo.

Era sexta-feira de tarde e vinha de comboio na linha da Azambuja, encontro um Pilão fardado com o pai ao lado, estava calor nesse dia, como ex-aluno fixei o olhar naquele jovem pilão com cerca de 12  anos de idade, olhei para ele e veio a nostalgia, comecei a recordar o que de bom lá passei, as saudades de usar aquela farda, dos meus amigos e de tudo o que de bom o que passei no Pilão.

A viagem continuava, e o jovem aluno falava com o pai,o assunto era como tinha sido a sua semana no Pilão, estava radiante de vir a casa passar o fim de semana, via-se isso nos olhos dele.

Quando despertei da minha nostalgia, reparei que aquele jovem aluno tinha o colarinho da farda desapertado, olhei para ele com um ar mais sério, já estava a observá-lo a algum tempo,

quando o jovem aluno reparou em mim, viu que eu era ex-aluno, nesse dia ostentava a lapela (Barretina) do Pilão, com um ar incomodado de repente começou a apertar o colarinho, o pai olhou para o filho e pergunta, "filho está tanto calor, porque estás a apertar o colarinho da farda? " ele respondeu, " pai têm que ser; com calor ou não o colarinho é para apertar ", o pai espantado acabou por responder-lhe que ele é que sabia; ao acabar de dizer isto o jovem Pilão olhou para mim, o olhar daquele miúdo dizia tudo, ri-me para ele, pisquei-lhe o olho, e pensei, que a lapela que trazia no peito não era em vão, e que ainda há Pilões alunos com respeito pêlos ex-alunos e a Instituição.

Como é Bom ser Pilão........

Grande Escola, estarás sempre no meu coração.........

Helder Marques

422/86 



Publicado por HELDER MARQUES às 19:42
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Sexta-feira, 3 de Agosto de 2007
AS PRAXES E OS BUFOS NOS PUPILOS DO EXÉRCITO....

 

 

 

Boas a todos, não queria falar muito desta situação, não sendo ela para mim assunto tabu; mas sinto-me na obrigação de dizer qualquer coisa............

Como toda a gente sabe nestas Instituições como o IMPE, CM, Escola Naval, Academia Militar e Academia da Força Aérea, as praxes são uma coisa quase vulgar no quotidiano destas instituições de respeito e de provas dadas na sociedade.

Eu tive 7 anos no IMPE e levei muita praxe, mas também quando já andava no 10º ano também praxei os alunos mais novos, com tradições que têm anos e mesmo muitos anos.

Mas com a agressão fisica a coisa piava fino, o que mais me espantava era aquelos meninos da mamã, que quando entravam para o IMPE, os primeiros anos eram dolorosos, os graduados batiam, praxavam, faziam correr, flexões, noites em claro etc,,,,,, e eles contavam em casa, os pais vinham ao IMPE descarregar nos graduados com conhecimento dos Oficiais, no meu tempo até houve uma manifestação de pais á porta do Pilão.

E porque me espanta tal coisa nisto?

Como já atrás referi, é que esses "BUFOS" e meninos da mamã, quando eram mais velhos e alguns até chegavam a graduados, normalmente eram graduados das actividades culturais e adjuntos do capelão, esses sim como mais velhos eram os piores, não sei se por trauma ou não, aviavam, brutais enxertos nos putos mais novos e depois esqueciam-se do que passaram quando eram novos, e mais ficavam chateados se putos fossem bufar aos pais o que eles lhes fizeram.

A malta da velha guarda, era diferente também apanhava a torto e a direito, e quando eram mais velhos não se viam na obrigação de um dia mais tarde fazer isso aos mais novos, não digo que eramos perfeitos de vez em quando lá ia um correctivo, também dei algumas chapadas aos mais novos e algumas com uma força considerável, mas as que levei foram muitas mais concerteza.

O que quero dizer e deixar claro é que os "BUFOS" eram os piores quando mais velhos exegiam respeito e escravidam dos mais novos, por vezes até os torturavam, não se lembrando que em tempos foram meninos da mamã, e eram "BUFOS de primeira qualidade, cães de fila de primeira classe para que o IMPE acabasse, com as suas atitudes enquanto mais novos e mais velhos, esses "BUFOS" a que me refiro, acredito que hoje sejam gente frustrada, por nunca saberem ser meninos e nunca saberem liderar enquanto graduados e alunos mais velhos, o grande lider é aquele que movimenta massas com o dom da palavra, e não com a violência.................

Helder Marques

422/86



Publicado por HELDER MARQUES às 18:20
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Quinta-feira, 26 de Julho de 2007
24 horas confunde Pilão com o Colégio Militar

 

 

 

 

O Post que descrevi anteriormente, fala da noticia do colégio Militar, mas se repararem o aluno que vêm na foto fardado de gala é dos Pupilos do Exército, e o boné também é do Pilão, vê-se bem no meio do boné a sigla IPE, será que só nos confundem com o Colégio Militar pêla negativa, bom mas também do Jornal que é nêm dá para me chatear.

Estou a ver que a  Associação dos Pupilos do Exército já deve ter mandado um fax para o 24 Horas a pedir para verem o erro e para o jornal pedir desculpas ao Pilão, vêjo também que a direcção do IMPE já o fez, porque também lá vinha o Ex- Director do Pilão, mas só pediram desculpa na edição a seguir ao Ex-director e não aos Pupilos do Exército, será que a APE mandou o fax? Bom vamos esperar....

Já que a Direcção não o fez?

Espero que a APE o fizesse......

Bom, por o boné ser o nosso e a farda de gala com o aluno, também, é que a Instituição IMPE, merece um pedido de desculpas e não só o Ex- Director.............

Isto é triste mas enfim..............

Apesar de simpatizar com o Colégio Militar, cada macaco no seu galho..

Rssssssssssssss;rsssssssssssss.

422/86

Helder Marques  



Publicado por HELDER MARQUES às 21:43
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Noticia publicada no 24 horas sobre o Colégio Militar....
«Alunos do Colégio Militar
sofrem castigos brutais»
24/07/07




 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Saiu esta triste noticia sobre o Colégio Militar, desde já mostro a minha solidariedade com a Instituição e com os Graduados e alunos da mesma......

O Colégio Militar têm provas dadas na sociedade, não é uma Escola qualquer, já deu muita gente valiosa á sociedade portuguesa, dos quais não é preciso nomear, porque todos nós conhecemos.

Esta noticia espanta-me, até pode ser verdade um aluno mais velho, passar-se e aviar um chapadão ao aluno mais novo, o que se passa a seguir segundo a noticia, é que me espanta, "os pais de 23 alunos anulam as matriculas", isto só deve ser para rir......

Vamos comparar com uma escola cá fora do ensino corrente e normal, um aluno bate na professora, não estou a ver 23 pais anularem a matricula, numa escola cá fora, o aluno mais velho dá uma facada no mais novo, não estou a ver 23 pais a anularem a matricula, numa escola cá fora há um aluno apanhado com droga, não estou a ver os 23 pais a anularem a matricula, numa escola cá fora os alunos mais velhos batem nos mais novos, não estou a ver 23 pais a anularem a matricula...........

Porra isto foi um caso pontual, o graduado perdeu as estribeiras e aconteceu, podia acontecer cá fora, como aconteceu lá dentro, têm tendência a acontecer  lá dentro porque o Colégio é em regime de internato, bom isto acontece uma vez e vêm logo para os jornais..........Só o 24 Horas para publicar isto............

Deve ser 23 encarregados de educação em que os filhos são umas balalaicas e não aguentam a pressão de ser diferentes dos outros, para ser aluno de Instituições deste calibre, o aluno tem que ser acompanhado pêlos pais tanto dentro como fora do colégio, e não deposita-los lá dentro há espera que saiam de lá alunos brilhantes e prontos para enfrentar a sociedade, temos que ver que isto é um caso pontual, e não percebo porque é que mais 22 balalaicas foram atrás da vitima numero 1, esse sim têm razão de queixa, agora os outros querem é colo..........................

Viva o Colégio Militar...............

Helder Marques

422/86

Ex- aluno dos Pupilos do Exército



Publicado por HELDER MARQUES às 21:07
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Sábado, 14 de Julho de 2007
FALTAM 4 ANOS PARA OS 100

 

 

 

É com grande orgulho que vejo que o IMPE vai chegar aos 100 anos, só faltam 4 anos, será uma festa de arromba com toda a certeza.

Por já termos quase 100 anos temos a responsabilidade de mostrar á sociedade portuguesa e ao mundo o que fomos o que somos e o que seremos como escola e instituição militar.

Deve a direcção da escola, quando a restruturação for efectuada no IMPE, conforme noticia do Jornal do Exército, começar a divulgar ao país e a todos os jovens e encarregados de educação, como vai funcionar o IMPE, o que se quer dos alunos, e qual a vocação para que a escola está vocacionada, devido a todas as alterações que vão acontecer.........

Contudo e na minha opinião e só depois da restruturação feita deve a Direcção do Pilão em sintonia com a A.P.E., elaborar uma forte publicidade da escola em todas as vertentes, quer miliatres e civís, chegar aos pais de futuros alunos com o intuito de que os filhos terão um futuro brilhante se entrarem para o Pilão.

A publicidade para que novos alunos entrem deve ser feita através da comunicação social, com spots televisivos, em jornais e em escolas na primária para vocacionar os alunos e terem interesse pêla escola do IMPE.

Perguntam vocês como cativar uma criança numa escola vulgar com 9 anos, e como será isso possivél? É simples na minha opinião,meter alunos do Pilão já com alguns anos de casa e outros do 5ª ano a fazer palestras nas escolas primárias, basta uma hora, de palestra a explicar o que é o Pilão, não pode ser os pais a pedirem aos filhos para irem para o Pilão , mas sim o contrário.......

Deve haver uma forte publicidade, a todos os nivéis, quando um Pilão usa a farda deve gostar dela e ter oirgulho nela, não é o que se pratica nos dias de hoje...

Se notarem bem na página 31 do Jornal do Exército do mês de Maio, as fardas não ficão bem aos alunos, umas estão com um feitio e outras com outro, a coisa não é uniforme, o que deveria ser, como ter orgulho numa farda que assenta mal aos alunos? Mas a culpa não é dos alunos mas sim de alguém que manda fazer a farda no cangalheiro mais perto, no meu tempo era com medida agora já não sei... mas pêlo que parece deve ser a retalho ou coisa parecida, as fardas não estão uniformes e cada um está á sua maneira....

Se repararem também na mesma página do jornal, os sapatos dos alunos não são iguais, a coisa assim parece que não dá tanto brilho e que não temos educação militar.......

Devemos mudar estas pequenas coisas depois da grande restruturação que ai se avizinha, é preciso um grande esforço de todos os militares, professores e civís que prestam serviço no Pilão.

Contudo gostava aqui de deixar um apêlo aos graduados e a todos os alunos que vão enfrentar a mudança, mostrem que são da raça Pilónica qu são capazes de mostrar a vocês próprios e a todos os ex-alunos, que está na vossa mão o não fecho da Escola que nos viu nascer, mostrem aos alunos mais novos, que estão numa escola diferente, por isso têm que ser diferentes, estudem para sermos os melhores no raking das escolas, sejam melhores no desporto, sejam melhores na aparência, atitude, e em todas as áreas que devemos por ser Pilões melhores que os outros, porque sem esforço não se consegue nada, é preciso acreditarmos que um dia também podemos dar uma punhada de Presidentes da Républica de Generais e Almirantes, de grandes Gestores, de grandes Intelectuais da sociedade portuguesa..., mas contudo se no meio de alguns ficarem muitos pêlo caminho como eu, temos a ombridade de dizer, que temos o espirito de camaradagem, o orgulho em ser recto, a força para a não desigualdade, a honestidade, o saber ser amigo de quem precisa,  e a História de uns belos anos no nosso Pilão.

Bem hajam para esta etapa muito dificil, viva O PILÂO, e todos aqueles que lhe querem bêm, um Salvé para todos..........

Querer é Poder....

Ex-aluno 422/86

Helder Marques   



Publicado por HELDER MARQUES às 19:03
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Segunda-feira, 25 de Junho de 2007
O PILÃO ESTÁ DE PARABÉNS - CAPA DO JORNAL DO EXÉRCITO

 

 

 

Novo projecto para o IMPE, parece que o rumo a tomar está defenido, vamos em frente.

Sugeria aos meus leitores que, para terem melhor conhecimento do que se vai passar com o Pilão consultassem o blog do meu amigo Srº Coronel Alves de Fraga, lá vêm as nove páginas que saiu no Jornal do Exército. http://luisalvesdefragaimpe282.blogs.sapo.pt/

Era para publicar a noticia, mas o Srº Coronel Alves de Fraga já o tinha feito, e por ser ex-aluno mais antigo prevalece a sua antiguidade.

Mas não queria ficar indiferente á noticia aqui no meu blog, e escrevi aqui alguma coisa.....

A todos os alunos e ex-alunos um Jacaré bem forte.............

VIVA O PILÂO

Helder Marques

Ex-aluno 422/86

 



Publicado por HELDER MARQUES às 21:38
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Domingo, 24 de Junho de 2007
AMIGO ALVES...........

 

 

Olá meu amigo chepa, como vai essa vida, espero que esteja tudo bem, contigo e com a tua familia.

Como deves saber esta foto já têm uns aninhos, foi tirada em 1991 numa das zonas mais nobres do Pilão, estava a ver o meu albúm de fotografias, quando me lembrei de como o tempo passa por nós, mas as memórias vão ficando para toda a vida.....

É com alguma nostalgia que te recordo como pessoa e amigo, eras um excelente companheiro, sempre tiveste uma conduta exemplar na casa que nos acolheu como crianças e nos viu sair como homens.

O teu percurso lá dentro foi sem comparação melhor que o meu, foste um aluno com espirito de Pilão, foste exemplo a seguir e tornaste-te em um simbolo para muitos alunos mais novos, de ti sim, precisa o Pilão, de graduados como tu e com a tua maneira de ser, com o teu espirito de liderança e de amor ao Pilão.

Queria que soubesses que tenho orgulho em ter sido da tua turma e ter estado ao teu lado nos bons e maus momentos que ali atravessamos, sempre foste humilde e companheiro, é nisso que se caracteriza um grande Pilão.

E pronto aqui deixo a foto em que um dia ainda eramos crianças..............

Um abraço fraterno do teu amigo

Helder Marques (Urso)

 



Publicado por HELDER MARQUES às 14:59
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Sábado, 23 de Junho de 2007
MÃE .........

 

Olá Mãe, sei que nunca vais aceder á net, porque isto já não é do teu tempo; para ti deve ser estranho falar destes assuntos aqui na praça pública mas agora podemos fazer homenagens ás pessoas mais queridas e não é preciso ir há televisão.

Aqui escrevo umas coisas, que passei no Pilão e recordo tudo o que de bom lá passei.

E por recordar o que de bom lá passei, não seria de esperar outra coisa se não me lembra-se de falar de ti.

Lembro-me tão bem do baile de recepção aos novos alunos, era um fim de semana, calhou num sábado, o baile abria ás 16:00 horas, com as mães e os novos alunos a abrim o baile dançando uma valsa, se bem me recordo acho que era uma valsa, é que já lá vão 21 anos.

Nesse baile fizeste questão de me acompanhar, a primeira dança foi nossa, como era tradição os alunos ofereciam uma rosa ás mães, entretanto começavamos a dançar.

Lembro-me que levas-te o melhor vestido que tinhas para esse baile, os teus olhos expandiam alegria, via-se que tinhas gosto em dançar comigo naquela tarde, ainda existe uma foto que está na tua posse e tu não me queres dar, estamos os dois a dançar nesse dia, tu com o melhor vestido da altura, e eu com a melhor farda que se pode usar.

Mas lembro-me também, de antes de estar no baile e de entrar para o Pilão, que foste Pai e Mãe, o Pai na altura fazia uma nato de 4 ou 5 meses ao serviço da Marinha, e tu acompanhaste-me nas provas fisicas, nas culturais, ou seja no processo todo de admissão, foste uma Mulher com "M" grande, soubeste desenrascar tudo, nestas situações é sempre bom ter um pai ao lado, mas não foi preciso tive-te a ti e foi bom, tu teres lá estado para me dares força.

Lembro-me também daqueles lanches magnificos, que levavas á quarta-feira há tarde, aqueles bolinhos e os leites enchocolatados, aquele bocadinho que estavamos ali de tarde, junto ao gabinete do Oficial de Dia, era um descanso, como era bom ter a minha mãe comigo, sentia-me protegido, mas o tempo passava depressa.........

Lembro-me também quando foste ao primeiro 25 de maio, foi na avenida da liberdade, acompanhas-te a marcha toda desde o primeiro minuto, sempre ao meu lado, com o ar mais feliz da tua vida...........

Lembro-me ainda de me preparares a mala no domingo há tarde, isso é que era mais dificil, ai a partir das 5 da tarde a coisa descambava numa tristeza, que só passando por ela é que se sabe dar o valor......, a tristeza era grande, por te deixar, dos teus cozinhados, dos teus mimos, dos teus pequenos-almoços na cama, ou seja daqueles carinhos que sempre fazias questão de me dar e que no Pilão, nunca se podia ter........

Mas quando chegava, a coisa entrava na rotina e tinha que ser, tantas vezes trazia a mala cheia de guloseimas, e nem sequer entrava no meu cacifo, ficava logo há porta, para aqueles que lá ficavam o fim-de-semana, e para os mais velhos, mas nunca te disse a não ser hoje que isso acontecia para não ficares triste.........

No meu entender, um Pilão que tenha uma mãe como tu, é mais fácil de se adaptar, não se torna tão dificil,por isso é que sempre gostei de lá andar, no fim-de-semana davás-me carinho para a semana toda.

Quando agora se diz que se quer fazer externato do Pilão, eu nem acredito, se todas fossem como tu não era dificil viver em regime de internato.......

Bom isto foi apenas algumas recordações que quis aqui deixar, há muitas e muitas mais, mas com o tempo, hei-de escrever aqui tudo; com isto quero que saibas, que te tenho sempre no coração, que nunca me vou esquecer de  tudo o que fizeste por mim, o que sofres-te por mim, a dedicação que tives-te por mim, quero que saibas também, que o amor que sentes pêlo teu pai, é duma gratidão invejável, eu reconheço isso, é de ti que herdo o sentido de familia e de estar na vida, é de ti que herdo o bom coração que tens, é de ti que herdo o saber ajudar o próximo, é de ti que herdo, em saber receber e saber estar, é de ti que herdo a frontalidade, é de ti que herdo o nervosismo, é de ti que herdo o amor há familia e o sentimento que tenho por ti....

Quero que saibas que te amo, e que te devo imenso, não consigo pagar o que fizeste por mim, apenas te consigo dizer, obrigado mãe por te ter e por seres assim..........

Helder o teu filho.........  

 



Publicado por HELDER MARQUES às 00:30
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007
Chamem o Sr. Coronel Virtuoso

 

 

 

Que será feito de tão destacada figura do Pilão, será que ainda lá está?

Suponho que não, já se deve ter reformado

Mas pêlo que parece devia durar lá 100 anos.

Andava tudo direitinho, não havia baldas, no raking das escolas estavamos muito, mas muito melhor

Esse Sr. Coronel como todos sabemos quando vinha com aquela visita relâmpago há 1ª Secção sem ninguém estar há espera até incluindo os professores, nem esses sabiam,

por volta das 08:00 da manhã, tremiamos quando o viamos, 5 minutos atrasados e era logo uma falta, tinhamos falta mas assistiamos há mesma;

todos formados há espera dos professores, firme sentido quando chegava os professores, entrar na aula em fila de pirilau e sem garnel, esperar que o professor entre e depois o chefe de turma manda sentar com autorização do professor, saida para o intervalo sem garnel, levanta-se a voz ao professor um fim de semana de castigo, será que estas coisinhas simples ainda se fazem lá no Pilão? Acredito que sim, mas se não se fizer, chamem o Sr. Coronel Virtuoso a ver se têm pulso naquilo, e não escolhem uns professores quaisquer com tão baixo mérito, que até parece que dão aulas na secundária da maria caxuxa, sem currículo nenhum, sem saberem aonde estão a dar aulas, sem saberem o que devem fazer, sem saberem que estão num sítio diferente e têm que ser diferentes, porra, aonde está o Sr. Coronel Virtuoso, chamem o senhor, já que ninguém faz como ele, em vez de termos lá oficiais do Exercito a defender a casa temos lá oficiais a enterrar o Pilão, como exemplo temos o Director, não sei se é o mesmo ou não, aquele que se baseou no despacho verbal, para acabar com as inscrições,

se o CEME desse uma ordem verbal para ele se mandar da janela abaixo, será que se mandava?

Ainda por cima diz isso no aniversário do IMPE, que andou esse senhor a fazer na Academia Militar, e o CEME da altura devia ter sido praxado na Academia Militar por um ex-Pilão; se calhar levou umas pêras bem dadas, só se perderam as que cairam no chão, porra chamem o Sr. Coronel Virtuoso, esse sim andou no Colégio Militar enquanto era miúdo, como nós andámos no Pilão, e esse sim defendia a cor da sua camisola, honrar o Exército e os Pupilos doi Exército, nunca quis enterrar o Pilão só porque andou no Colégio, sempre foi um grande Oficial a defender o destino do Pilão...........

Porra chamem o Sr. Coronel Virtuoso...............

Helder



Publicado por HELDER MARQUES às 19:47
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Quarta-feira, 20 de Junho de 2007
ENTERRO - 1992

 

ENTERRO DE 1992, JÁ LÁ VÃO 15 ANOS, PARECE QUE FOI ONTEM

 

 



Publicado por HELDER MARQUES às 19:35
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GINÁSTICA ESPECIAL

 

Lembro-me como fosse hoje o quanto eu gostei de andar na ginástica do Pilão, eramos os melhores, metiamos o pessoal do Colégio Militar com a boca aberta, ficavam completamente parvos ao ver-nos voar por cima da mesa alemã............rsssssssssssssssssss

Helder



Publicado por HELDER MARQUES às 19:11
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Domingo, 17 de Junho de 2007
PARA TI MANA.....

 

Não seria de esperar outra coisa, se não fala-se de ti aqui no meu blog, quase todos os meus escritos nesta página são sobre o Pilão.

Por ser sobre o Pilão é que pensei aqui deixar-te algumas palavras, porque tu acompanhas-te os meus sete anos na escola que tenho comigo no coração.....

Queria dizer-te que tenho para contigo uma enorme gratidão pêlo que fizeste por mim enquanto vivi os meus lindos sete anos naquela Instiuição.

A gratidão que tenho para contigo é imensa, sinto que passados 21 anos de entrar para aquela escola, tu também não te esqueceste dela, foram tempos inesqueciveis, recordo-me como se fosse hoje o primeiro dia em que fui receber o enxoval; sei que não querias que eu fosse para lá, era contra os teus principios, o regime de internato, e escolas com aquele modelo; compreende-se pêla tua vocação politica e maneira de estar na vida.

Mas contudo habituaste-te há ideia e sempre me acompanhas-te neste meu percurso de vivência no Pilão.

O que queria que soubesses é que ainda me recordo e nunca me vou esquecer, os domingos há noite, em que me levavas há camioneta da Força Aerea, que vinha da Ota e parava em Alhandra para eu ir para os Pupilos, essa meia hora que antecedia a espera da camioneta, que ainda dava para um cafézinho, era muito positiva para mim, dávas-me força com as tuas palavras de conforto para que enfrentá-se mais uma semana no Pilão, dávas-me conselhos muito úteis para que estudasse e para pensar positivo, dizias que eu tinha uma oportunidade que muitos gostariam de ter, fazias-me sentir diferente, dávas-me força, conseguiste ser  Pai e Mãe, nos teus conselhos...........

Lembro-me também e não me vou esquecer das alhadas em que me metia e foram muitas, e lá estavas tu sempre para me dar cobertura e defender, "lembras-te daquela do comboio", "e a das calças", e muitas mais que agora não me recordo.....

Quando ias aos Pupilos todos os meus amigos diziam que eras linda, eras lá muito conhecida pêla beleza exterior que sempre tiveste e principalmente pela beleza enorme que tens dentro de ti.

Quero que saibas que apesar de ás vezes parecer distante, tenho-te sempre no pensamento, hoje estou muito feliz por teres conseguido ultrapassar, o momento dificil que a tua vida atravessou, já estás a trabalhar, já tens um sorriso diferente, como o da foto em cima, já consegues ser mais feliz, andas mais calma, e conseguiste saltar a barreira porque tens força dentro de ti, consegui-te vencer, muitos não acreditavam, e até eu já estava a perder a esperança, que não conseguisses vencer essa depressão.

Com isto tudo compreendi que o lema do Pilão se aplica a muita gente e neste caso principalmente a ti.

"QUERER É PODER"

Tu conseguiste, do teu irmão que te quer bem e adora..........

Helder Marques

Ex-aluno 422/86 

 

 



Publicado por HELDER MARQUES às 18:06
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Sexta-feira, 15 de Junho de 2007
Associação dos Pupilos do Exército - A Todos os Pilões

 

 

 

Devido há situação do Pilão neste momento....não sei se é a altura indicada para sair com uma destas.... 

Com isto não quero criar divisões, mas debates apenas, civilizados e com moderação.......

Gostaria de saber a vossa  posição em relação há actual Direcção da APE, comentários e situações que vos desagradem e até elogios que por ventura possam ser feitos......

Espero a vossa colaboração............

Obrigado

Helder Marques

422/86

 



Publicado por HELDER MARQUES às 20:48
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Quinta-feira, 14 de Junho de 2007
A LAPELA ?

 

A LAPELA?

Que é feito da lapela, quantos ex-alunos as usam?

Bom, vejo que a quantidade de ex-alunos a usarem a lapela é fraquissimo, mas como podem reparar, o Colégio Militar neste aspecto não falha, só conheço o Drº Fernando Seara ( Presidente da Camara Municipal de Sintra ) que de vez em quando é que não a mete.

Meus amigos Pilões o que se passa com vocês, já se esqueceram onde andaram, o que vos projectou na vida, a Escola diferente que frequentaram?

Não é só no Aniversário do IMPE, que lá aparecemos todos pimpões a ostentar a Lapela; bem estava-me a esquecer que hoje em dia no Aniversário do IMPE, aparecem muitos poucos ex-alunos, mas muitos poucos mesmo eu diria que nos Jerónimos quase nenhum.....

Bem voltando ao tema;

Bom meus amigos voltem a por a Lapela, fica tão bem, tenham orgulho de mostrar que são ex-alunos do Pilão, eu acho que não é parôlo usar a Lapela, é parôlo sim, esconder aonde estudamos e aonde passámos grande parte da nossa juventude...............

Helder Marques

422/86

 



Publicado por HELDER MARQUES às 19:36
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Quarta-feira, 13 de Junho de 2007
OBRIGADO PAI...

 

Obrigado meu pai, por me dares a conhecer tão nobre Instituição, por saberes lidar com a situação de me manteres numa escola em que fizeste muitos esforços financeiros, foram sete anos; como sabemos eras só tu a ganhar e a mãe era doméstica, sei que te dei um grande desgosto ao sair no 10º ano, hoje se o arrependimento matasse, não teria chumbado e teria seguido os estudos lá dentro, mas tudo já passou e agora tenho 31 anos de idade e quero-te dizer que tinhas sempre razão quando me mandavas estudar e eu só queria brincadeira, hoje arrependo-me e sei que tinhas toda a razão, na altura achava que eras chato e não te compreendia,

Agora quero que saibas que nem tudo se perdeu, com 31 anos tenho uma experiência de sete anos vividos no PILÂO, em que aprendi o que era a camaradagem, o sentido da disciplina, o saber ajudar o próximo, respeitar para ser respeitado, vestir uma farda e ter orgulho nela, preocupar-me com a situação do país, sentir que era diferente de outros meninos, nem melhor nem pior que eles, mas era diferente por usar uma farda e andar no PILÂO.

Lembras-te quando me ias levar de comboio, eu via nos teus olhos que estavas orgulhoso de eu vestir aquela farda, contudo, ficavas triste ao deixar-me lá, mas o teu coração sabia que eu lá dentro adqueria valores que nunca seria possivel aprender cá fora na escola vulgar,

Ias orgulhoso com a mãe ao 25 de maio, depois iamos comer fora, como eram bons esses bocadinhos, conhecias todos os meus amigos da turma, numa escola cá fora isso é dificil, gostavas de me ver na ginástica e eu sentia que me estavas a ver e tentava sempre pelo PILÂO fazer melhor mas também para te mostrar que eu conseguia,

Não me formei lá dentro, não fui capaz, mas tenho contigo uma enorme gratidão, de me sempre apoiares enquanto lá estive, e de me dares a conhecer uma Escola que muitos gostariam de ter, e não têm oportunidades para tal.

Obrigado Pai, por me dares a conhecer os Pupilos do Exército, e os amigos que lá arranjei, por tudo o que tens feito por mim, e deus queira que vivas muitos anos para veres o teu neto a ir para o PIlão e conseguir chegar  até ao fim.

Eu não consegui, pode ser que ele consiga, mas se não conseguir que saia com a ombridade, a honestidade, a honra , a camaradagem e a coragem que sempre tu me incutiste, mais uma vez obrigada Pai, tenho a certeza que darias um grande Pilão...................

Helder Marques o teu filho.....................



Publicado por HELDER MARQUES às 20:57
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IMPE

 

 

 

 

O Instituto Militar dos Pupilos do Exército (IMPE) é um estabelecimento de ensino integrado militar, dependente do Exército Português, destinado a ministrar formação do ensino básico, secundário e superior politécnico. O ensino é ministrado sob a forma de internado (ensino básico e secundário) e semi-internato (ensino superior politécnico). O IMPE está instalado em Benfica (Lisboa).

História e tradições

O IMPE foi criado em 25 de Maio de 1911 pelo General António Xavier Correia Barreto, quando desempenhava as funções de Ministro da Guerra, com a designação de Instituto Profissional dos Pupilos do Exército de Terra e Mar. O objectivo fundamental inicial do instituto era o de permitir a educação dos filhos dos sargentos e praças do Exército e da Marinha, já que o Colégio Militar estava reservado aos filhos dos oficiais.

Os alunos do IMPE são conhecidos por "pilões" e usam um uniforme cerimonial semelhante ao do Colégio Militar, mas de cor azul. O Lema do IMPE é "Querer é Poder" e tem como patrono D. João de Castro.

O Estandarte Nacional do IMPE foi agraciado com as seguintes condecorações:

Cursos Superiores Ministrados

  • Bacharelato em Contabilidade e Administração;
  • Bacharelato em Engenharia Mecânica;
  • Bacharelato em Engenharia de Electrónica e de Comunicações;
  • Bacharelato em Engenharia Electrotécnica.


Publicado por HELDER MARQUES às 20:14
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BAILE DA GALA DO COLÉGIO MILITAR/Comunicação Social

 

 

 

Lá venho eu outra vez há carga;

Qual o meu espanto quando estou a pesquisar as noticias na net, e vejo a Gala do Colégio Militar na Revista Caras, excelente para eles e parabéns pela publicação, só os ajuda a serem mais conhecidos do que já são.

Nós no Pilão nem o Aniversário consegue sair cá para fora, eles fazem uma garraiada com touros e cavalos vêm logo para a comunicação social; não me digam que quem domina a comunicação social é ex-alunos do Colégio Militar, podem lá haver alguns mas não são tantos assim.

Nós no Pilão só somos noticia para dizer "PUPILOS FECHAM", "PORTAS SALVA PUPILOS", CEME MANDA ACABAR COM INSCRIÇÔES", por amor de deus, copiem em tudo o que é de bom o Colégio Militar, não têm mal copiar o bom, não nos cai nada, eles são mais velhos, têm mais experiência, tem 200 e tal anos e nós ainda não chegamos aos 100, vamos ser tão bons ou melhores que eles, mas para isso têm que haver vontade dos alunos e professores dessa casa que é o Pilão.

Se dantes eramos noticia nos aniversários, nas deslocações da ginástica, na esgrima, no ranking das escolas, etc....qual a razão para que hoje a coisa não aconteça desta forma,

sempre fomos vitos pêlas melhores razões, porque é que agora não conseguimos ser noticia pêlas mesmas razões...............Vamos ser bons como dantes.....

Viva o PIlão de que todos gostamos tanto;

 

É JACARÉ

NÃO

É PERDIGÃO

TAMBÉM NÃO

ENTÃO O QUE É

IPE, IPE, IPE



Publicado por HELDER MARQUES às 16:49
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A BARRETINA....

Barretina do IMPE.....

 



Publicado por HELDER MARQUES às 15:40
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COM DEZ ANOS NO PILÃO?


Publicado por HELDER MARQUES às 15:37
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O que nos ensina o Pilão? Aonde vamos parar?

 

 

 

É com grande sentido do dever, que me sinto na obrigação, de comunicar a todos os que lêm as minhas palavras, que o IMPE, formou pessoas com um carácter sem igual, não sei se é dos tempos de hoje em que a democracia existe, ou dos tempos de outrora em que a ditadura existiu...

O que sei é que existe ainda neste País pessoas que não são corrumpidas pelo aparelho montado na sociedade Portuguesa, em que salve-se quem puder e se te dou um "chouriço tu tens que me dar um porco".

Não digo que só os alunos formados no Pilão são os sérios e correctos, mas existe uma grande percentagem que pela sua formação são diferentes; e isso nota-se na malta antiga, note-se mesmo antiga......

Não sei se pelo o Pilão, nascer numa Républica, há uma diferença entre alunos saídos há muito tempo e os que saiêm nos tempos de hoje; diferença essa que aqui tenho que deixar como desabafo as minhas palavras.

O Pilão moderno, no qual eu me encluo, mas não pactuo com as suas ideias, pensa que temos que nos modernizar nos tempos de hoje, com o regime de externato, sermos uma Escola moderna, sair há rua sem ser fardado, não haver praxes, e não me refiro a violência fisica nem psicológica, acabar com tradições de quase um século de existência e tentar adaptar-se ás escolas de cá de fora.

Ou seja a Escola que os Pilões modernos querem é a escola da "Maria Caxuxa", não haverá diferenças entre o Pilão e a escola vulgar; o que sempre nos diferenciou foi o que se passava antigamente, sair fardado para o Fonte Nova, ir aos Estádios de Futebol fardado, sair há civil, quando determinado e com a lapela ao peito, ter brio na farda que se veste, ser aluno interno, e não pensar que se está numa casa de correcção (porque em casa de correcção não existe mensalidade para os pais pagarem), como podem reparar no nosso país as figuras mais destacáveis da nossa sociedade, sairam de Escolas em regime de internato.

O Pilão joga pela diferença de sermos educados, bem formados e de gente de bem, não interessa o grau académico, a posição ou o posto que se têm na vida; o que interessa é que quando entramos somos como os outros cá fora independentemente da educação de cada um, mas a diferença está, naqueles que quando entram, são diamantes em bruto e depois ao longo da sua formação lá dentro são limados a serem grandes homens da sociedade, com personalidades diferentes da tal escola da "Maria Caxuxa", isso é que nos distingue.

Hoje em dia e para finalizar isso não se passa no Pilão, há alunos a sairem há civil, com brincos e calças rasgadas, com ténis com 1 ano há espera de serem lavados etc...

Isto é a Escola da "Maria Caxuxa". Já estou como o Ilustre Pilão António Trancoso, o que nos resta é a dignidade da história que está nas paredes, envoltas daquela casa, e de hoje em dia existirem ainda alguns Pilões com brio e diferença, de não se subjugarem a ex-alunos traumatizados com a instituição e para se valorizarem socialmente tiveram que ser Presidentes de Associações Pilónicas em que se baixam ao poder politico e aos jogos de interesses, e para serem reconhecidos ou ouvidos tiveram que ser "Presidente da Associação dos Pupilos do Exército"...... 

Helder Marques 422/86

 

 



Publicado por HELDER MARQUES às 03:32
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Domingo, 10 de Junho de 2007
BOAS NOTÍCIAS

 

 

OI PESSOAL BOAS NOTICIAS, MAS PARECE QUE VAI SER COM O REGIME EXTERNO A FUNCIONAR ISSO É QUE TÊM DE MUDAR. MAS JÁ NÃO É MAU MANTER ABERTO E DEVAGARINHO VAMOS VOLTAR AO REGIME INTERNO..................

 

MENSAGEM RETIRADA DO SITE DA ASSOCIAÇÃO DOS PUPILOS DO EXÉRCITO

O Sr. Chefe do Estado Maior do Exército, Gen. Pinto Ramalho, na apresentação da Directiva para 2007-2009, que hoje, dia 31 de Maio, teve lugar no Destacamento da Academia Militar da Amadora perante o Corpo de Oficiais Generais e na presença dos Oficiais Generais na situação de Reserva e Reforma, deu a conhecer o propósito de reorganizar os três Estabelecimentos Militares de Ensino, dando particular destaque ao Instituto Militar dos Pupilos do Exército, cuja manutenção defende, conforme, aliás, já havia referido na audiência que concedeu aos representantes da Associação em 4 de Abril último.



Publicado por HELDER MARQUES às 21:23
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MALTA QUE ENTROU EM 1987

 

 

Bom eu entrei para o Pilão em 1986, depois do 1º ano de adaptação chumbei logo para começar com grande pinta.............

Tive que repetir o 5º ano e apanhei a malta de 87, não desconsiderando a de 86, o pessoal do ano de 87 é para mim o do meu ano, visto que com o de 86 tive um ano e com os de 87 tive 6 anos do 5º ano ao 10º ano de escolaridde, ou seja sete anos bem passados, não esquecendo o 1º ano que foi muito dificil, mas com todos os condimentos lá foi passando e o saldo ao fim de sete anos é positivo, muito positivo.

Aqui quero deixar um abraço a alguns cromos com quem estive a estudar no Pilão:

 

Pessoal, que eu não esqueço do Pilão:

 

24/86 - Ricardo Coxixo

167/86 - Rricardo afonso

464/86 - Ivan Neves

387-/87 - Alves "Chepa"

Rui Vitorino

Sapas

385/87 - "Carlitos" - David Correia

Ratazana

Florêncio

Zacarias

131/87

Silveirinha

Mamede

Spinola

Hagapito

Narciso

325/87 - Armando Nascimento

André Mendes

 

e muitos outros mais que agora não me recordo, peço desculpa a quem não me lembro do nº ou do nome, um forte abraço pilónico a todos vós.

Helder Marques

 

 

 

 



Publicado por HELDER MARQUES às 21:05
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Os melhores do país...............

 

 

 

 

Boas aqui se encontra matéria suficiente para meter um filho nosso num dos três Colégios Militares que há em Portugal, dois para meninos e um para meninas...........

«Sonho, Coragem & Devoção».

 

  1. INSTITUTO MILITAR DOS PUPILOS DO EXÉRCITO
  2. COLÉGIO MILITAR
  3. INSTITUTO DE ODIVELAS

http://www.exercito.pt/portal/exercito/_specific/public/allbrowsers/asp/default.asp?stage=1

 

Instituto Militar Pupilos do Exército

O Instituto Militar Pupilos do Exército é um estabelecimento de ensino técnico superior, dos ramos industrial e comercial, onde também é ministrado o respectivo ensino preparatório, e tem por finalidade a preparação e formação, em regime de internato e semi-internato, de técnicos especializados para as forças armadas e de candidatos para a frequência ulterior da Academia Militar e da Escola Naval. o Instituto ministra aos alunos sólida educação moral, técnica, física e militar.

As bases fundamentais da educação no Instituto integram-se na missão educativa
da família e do Estado, nos termos da Constituição, devendo nelas estar compreendido o ensino e a prática da doutrina e moral cristãs. Constitui preocupação dominante do Instituto formar o carácter dos alunos, cultivar-lhes os sentimentos patrióticos e iniciá-los na prática das virtudes e deveres militares. O gosto pela disciplina e a criação do espírito de decisão, lealdade e responsabilidade, de obediência e de sacrifício, constituirão cuidado especial dos educadores.

Contactos:

Instituto Militar dos Pupilos do Exército
Estrada de Benfica, 374
1500 - 016 Lisboa
Tel.: 21 771 38 03
Fax: 21 7780056
e-mail:
direccao.impe2@netcabo.pt
url: http://pilao.planetaclix.pt



Publicado por HELDER MARQUES às 20:21
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SUA EXCLª O SRº CORONEL ALVES DE FRAGA

 

SUA EXCLª O SRº CORONEL ALVES DE FRAGA

EX-ALUNO DO IMPE

MILITAR BRILHANTE, QUE ESCREVE MUITO SOBRE OS PUPILOS DO EXÉRCITO.

Não conheço pessoalmente mas leio muito sobre os seus escritos http://luisalvesdefragaimpe282.blogs.sapo.pt/, tudo sobre o Pilão e o mundo, grande Militar de carreira e ex-aluno dotado de um sentido de disciplina invulgar e de como estar na vida.

Bem haja meu Coronel um forte abraço Pilónico para si....

Helder Marques

 



Publicado por HELDER MARQUES às 20:06
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EXTERNATO A MORTE ANÚNCIADA

 

 

O ser aluno externo no Pilão como será?

Como vai reagir o aluno interno ao aluno externo?

Como reage o aluno externo com o interno? 

Como se preparam os graduados?

Haverá graduados externos? - rssssssssss

Haverá graduados internos com alunos externos? - rsssssssssssssss

Que grande salganhada?

 

Bom, na minha opinião e já lá vão 14 anos que sai do Pilão, não foram há muitos e até houve algumas modificações profundas, entendo que não deve haver alunos externos nem parecidos com internos ou como lá lhe apelidem............

SOMENTE DEVE HAVER REGIME DE INTERNATO.

Bom foi com letra grande e muito grande para ver se consigo mostrar o porquê do internato e não o externato...........

 

Bom vamos lá há minha opinião, com o regime externo o Pilão ficaria a ser uma Escola vulgaríssima , com nome, mas pouco diferente das outras.

As tradições perdiam-se com quase cem anos

O respeito pêlo aluno mais velho ia por água abaixo

Os graduados deixariam de existir, que sempre foram o pilar desta Instituição

A camaradagem tinha tendência a não se praticar, porque a camaradagem aprende-se com sofrimento e glória em conjunto e não em separado.

O amor pelo Pilão perdia-se, não era considerada como 2º casa, mas sim como Escola vulgar.

Um Pilão que se digne têm que ter tempo para estudar, aprender a área militar, fazer desporto, e demais actividades que num dia como o das escolas normais isso seria impossível .

O Verdadeiro Pilão conhece o sacrifício de se levantar todos os dias ás 06:45, para enfrentar o dia com coragem e abnegação; sendo externo e se morar ao pé do Pilão levantarse-á dez minutos antes, ou seja é beneficiado em relação aos que estão em regime de internato.

Sendo um aluno externo mais inteligente não pode ajudar o interno que pode ser eventualmente mais fraco a nivel curricular, á noite na sessão de estudo, o estudo no Pilão por norma é sempre em grupo daí o sentido de camaradagem e sentido de união.

O aluno externo não vai saber dar amor nem valor a uma escola que o poê um dia inteiro com livros há frente, é depois das aulas que os alunos ficam descontraidos para brincar e se conhecerem melhor.

É o sentido de responsabilidade, de começar o dia por fazer a sua cama e a sua higiene pessoal, o seu atavio impecavel, preparado por ele e não pela mãe, etc, etc, etc, se não forem alunos internos nada disto fica em sintonia e o Pilão morre.

Não se esqueçam que os externos não são Pilões verdadeiros são primos dos Pilões, ou seja aqueles que têm alguma "disfunção genética", bem hajam todos os Pilões internos e também os externos que não têm culpa de o ser................

Helder Marques 422/86 

 

 

 

 

 

 

 

 



Publicado por HELDER MARQUES às 17:37
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DA REVISTA AO PROFESSOR DO PILÃO E DO COLÉGIO

 

 

Uma diferença muito grande que existe entre o Colégio Militar e os Pupilos do Exército é a Revista da Escola.

O Colégio têm uma revista totalmente moderna, coisa que o Pilão neste momento nem sei se têm revista ou não:

 

1 - A do Colégio é publicada na net

2 - A do Colégio existe em todas ou quase todas unidades militares do exército

3 - A do Colégio existe na Marinha e Força Aérea

4 - A do Colégio é distribuída no dia do seu Aniversário

5 - O  Pilão não deve ter revista não está nestes sítios

 

Outra diferença é a dos Professores:

 

1 - Quando entrei em 1986 dava aulas de ginástica especial no Pilão um professor com grandes qualidades, que agora não vou nomear.

2 - Agora esse Professor dá aulas de ginástica Especial no Colégio Militar

3 - As aulas de Esgrima são dadas por um Ex-aluno do Pilão no Colégio Militar

4 - Já para não falar de professores da áreas curriculares, que dizem em bom tom que preferem leccionar no Colégio Militar em vês de leccionar no Pilão........

5 - O Pilão é a 502 Escola no Ranking das Escolas

 

     DE QUEM É A CULPA?

 

Dos Alunos pois claro e dos Professores e dos Sr. Oficiais que deixaram chegar o Pilão aonde chegou, e dos Directores do Pilão que nos últimos 20 anos iam para lá para estar pendurados na prateleira e não tinham poder nenhum no Exército...........

      VERGONHA PERTENCER A ESTE EXÉRCITO QUE DEIXA CAIR UMA DAS ESCOLAS MAIS BONITAS E COM MAIS HISTÓRIA NO PAÍS.

      Se na altura não fosse o então Ministro da Defesa Drº Paulo Portas aonde nós já estavamos , com aquele CEME a acabar com as inscrições já estavamos mais que enterrados...............

Ainda não estamos mas vamos morrer quando começar o Externato.............

Para as meninas que gostam de estar em casa com o pai e a mãe, querem casa matriculem-se cá fora.............

Helder Marques

 



Publicado por HELDER MARQUES às 16:51
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COMUNICAÇÃO SOCIAL, IMPE

 

 

 

 

No ultimo aniversário dos Pupilos do Exército, não havia comunicação social nenhuma no evento, no dia 25 Maio de 2007 para quem não sabe.........

Fico com alguma irritação quando vejo nas televisões o 3 de Março (Aniversário do Colégio Militar), não por inveja de tão bela escola que é o Colégio, mas irritado com o facto de eles aparecerem sempre e nós dos Pupilos nunca sermos noticia em lado nenhum, apesar de conseguirmos uma Missa, na Igreija da Força Aérea transmitida em directo pêla RTP1.

O Colégio Militar fez a garraiada no Campo Pequeno, teve um impacto brutal na comunicação social; o Pilão faz o seu 96º Aniversário e nada aparece, nem sequer num Jornal de caserna...................

Bem mais espantado fiquei a ver que no site do Exército nem uma palavra com o que se passou em 25 de Maio de 2007................., quem quer acabar com esta Escola, quais os interesses, macacos fardados a querem acabar com fardas, tenham juizo, não me digam essas grandes patentes que não conseguem divulgar o Pilão, falta é vontade porque o Colégio Militar é divulgado sempre e quando podem................

Mas já estou como diz o Dignissimo Coronel Alves de Fraga, mais vale cair com honra, do que andar a engraxar as botas a este e aquele para ter cinco minutos no ar e de atenção.

Cair todos nós caímos, uns com honra outros com pecado de não saber o que é a honra.......

Helder Marques 422/86

 



Publicado por HELDER MARQUES às 16:11
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